O gaúcho José Ricardo Kraemer Salerno, 52 anos, que exerceu durante um ano e meio a superintendência do Banco do Brasil no Acre, está se aposentando. Prepara-se para prestar consultoria em Brasília, onde residirá com a esposa. Em seu lugar, assume Marcos Bachego. Esta semana, Salerno, que começou a carreira bancária como escriturário, concedeu entrevista à Agência de Notícias e falou sobre sua experiência no Acre, carreira e ética no mercado financeiro.
Qual a sua impressão sobre o Acre?
O calor humano aqui é muito perceptível. Há alegria e hospitalidade. Também tenho admiração pela garra das pessoas. Acho que tem a ver com a história do Acre, porque este povo lutou para ser brasileiro. Muito parecido com o Rio Grande do Sul, meu estado, que foi zona de conflito antes de ser colonizado. E são os únicos estados onde se toca, nos eventos oficiais, além do Hino Nacional, o hino do estado. O acreano tem um perfil aguerrido. Quando eu mandava mensagens para os gerentes, chamava-os de “guerreiros”, porque não medem esforços para atingir os objetivos colocados.
São guerreiros de quê?
Do progresso. O Banco do Brasil tem um compromisso de contribuir com o desenvolvimento.
No seu entender, o que significa “progresso”?
Significa oportunidade de gerar trabalho e renda. É financiar a agricultura, especialmente a agricultura familiar, financiar empresas, financiar o consumo para pessoa física. No financiamento das empresas, o foco principal são os investimentos, que é o que gera mais progresso e desenvolvimento.
Qual foi o foco da sua missão no Acre?
Pela característica do estado, o Banco tem obrigatoriamente o viés de fomento. Mas eu diria que a missão da superintendência aqui teve a tarefa de renovar todos os convênios que vinham sendo mantidos, com ganhos para ambas as partes. Houve a renovação do convênio com o governo do estado, com prestação de serviços e folha de pagamento, com o Tribunal de Justiça, com a Prefeitura de Rio Branco e a construção de convênio com o Ministério Público. São quatro convênios importantíssimos. E o Banco do Brasil contribuiu para gerar recursos para os projetos desses entes de governo.
Fonte: Assessoria
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