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Iranilson Alves

IRANILSON ALVES
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Palmeiras: Da enorme euforia à profunda decepção !

12/12/2009 - [03h:42m] - Artigos      Diminuir Aumentar

De minha parte, depois de mais de 20 anos torcendo, acompanhando, chorando, óra de alegria, óra de tristeza, decidi, após aquela autêntica palhaçada protagonizada pelo Obina, "aposentar-me" definitivamente dessa torcida. Não tenho esse espírito corintiano prá viver sofrendo e sofrendo. Não torço mais nem pelo Palmeiras, nem para qualquer outro time. Decididamente, aquele malfadado jogo contra o Grêmio, selou o destino do time e a decepção, creio não só minha como de milhares de pessoas foi enorme. Fui um daqueles torcedores verdadeiramente apaixonado pelo Verdão. Estive no Parque Antártica inúmeras vezes, vivendo, sentindo aquela emoção de estar próximo dos ídolos, do time. Viajei várias vezes para assistir jogos, vibrei, torci, mas há momentos em que a razão precisa dar lugar à emoção. Minha cota de paciência não só com o time, mas especialmente com as sucessivas mal sucedidas diretorias que ao longo desses anos passram por lá e destruiram por completo aquilo que de mais sagrado havia nessa relação - a confiança. Antes foi o período nefasto de Mustafá Contursi com seu mirabolante projeto "Bom e Barato", que não gastava nada mas nada conquistava. Veio Affonso Delamonica e ganhamos um mirrado Paulistão. A chegada de Luiz Gonzaga Beluzzo prometia ser histórica, pois homem público, economista renomado, sério, era a esperança de dias melhores para um time que não conquistava um grande títulohá tantos anos. Trouxe Luxa, que mais faz barulho que joga. Veio Muricy. Aí começou a derrocada palmeirense. Tivesse mantido Jorginho como técnico, um custo/benefício bem melhor talvez a história tivesse outro desfecho. Mas os times querem os tais técnicos de ponta e Muricy veio com um salário na casa dos 500 mil reais. Jorginho não ganhava nem 10 mil/mês. Aí foi o desastre, o erro. Foram buscar naquele inferno gelado a Ucrânia, Wagner Love que não jogou nada. Passou o campeonato em baladas e mais preocupado perdendo tempo em cabeleireiro cuidando daquelas tranças ridículas. A perfomance do Palmeiras no restante do campeonato foi seguidos vexames e o palmeirense hoje tem vergonha não só de sair à rua, como vestir a camisa do time. A idéia de trazer Valdívia e o próprio Kleber para a Libertadores foi sepultada e o Palmeiras no próximo ano terá que se contentar apenas em disputar com esses timinhos do interior a Copa do Brasil que nos traz tristes recordações - Asa Arapiraca, Ceará, etc. De minha arte, tudo que antes me fazia lembrar o time, tomei o cuidado de juntar tudo e atirei no lixo, lugar que diretoria e jogadores decidiram jogar o time. IRANILSON ALVES DA SILVA, 55 anos, é jornalista, Acadêmico de Direito e EX-Palmeirense.

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