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Defesa Civil e CPRM iniciam nova fase do mapeamento geológico de Manaus

19/07/2011 - [14h:55m] - Política      Diminuir Aumentar

As voçorocas, grandes buracos formados pela erosão do solo, são o novo alvo da Prefeitura de Manaus para o completo mapeamento geológico das áreas de risco da cidade. Nesta segunda-feira (18),equipes da Defesa Civil do município e o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) percorreram barrancos localizados no bairro Grande Vitória e Nova Floresta, zona Leste da cidade, para verificar a real situação dessas áreas.

O mapeamento começou em maio deste ano, a partir da análise de imagens de satélites e análise das ocorrências registradas no Call Center da Defesa Civil, o 199. “Esses locais são bastante suscetíveis a qualquer intervenção natural, então o que as imagens de satélites mostram já não condiz com a realidade”, afirma o subsecretário municipal de Defesa Civil, coronel Ary Renato.

A carta geodésica, documento que abrigará todas as informações levantadas pelo mapeamento, irá municiar a Prefeitura com estudos que poderão antever maiores acidentes. “Esse documento permitirá o monitoramento constante das áreas de risco de forma que qualquer sinal de anormalidade será identificado e a Prefeitura poderá atuar mais cedo”, explica o subsecretário.

O trabalho deverá se estender até agosto e foi dividido em três partes: a orla da cidade, áreas de voçoroca e áreas de alagação.

Atualmente, o principal obstáculo que a Defesa Civil enfrenta não é a força da natureza e sim a resistência das pessoas em deixar as áreas de risco.

“Muitas pessoas por morarem muito tempo em certos locais não admitem que correm perigo, contudo a geografia amazônica é muito volátil e uma forte chuva pode fazer com que um barranco que nunca havia dado sinal de fragilidade venha a desabar”, completa o coronel.

A ocupação irregular de terrenos acidentados acelera o processo de erosão do solo. Os barrancos característicos da região amazônica são naturalmente propícios ao deslizamento. “A erosão hídrica causada pelos rios e igarapés já é o suficiente para inviabilizar qualquer tipo de moradia nestas áreas.

Com a intervenção irregular do homem a freqüência de deslizamentos aumenta”, afirma Renê Luzardo, geólogo do CPRM.
 

Fonte: Prefeitura de Manaus

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