O Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase é comemorado neste domingo (29) e a data vai ser lembrada durante toda a semana dentro da programação elaborada pela Prefeitura de Manaus. As unidades municipais de saúde estão organizando palestras com distribuição de material informativo sobre a hanseníase e realizando exames clínicos de pele.
Alguns Distritos de Saúde também estarão promovendo blitze educativas em espaços públicos. Na segunda-feira (30), às 9h, por exemplo, uma equipe do Distrito de Saúde Sul estará realizando o trabalho de orientação na área do Porto de Manaus (Roadway). "As atividades têm o objetivo de chamar atenção para as formas de manifestação da doença, mostrando a importância de procurar o serviço médico para fazer o exame de pele, ao surgimento de qualquer sintoma ou sinal característico da Haneníase", diz o coordenador do programa municipal de Controle da Hanseníase, Waldenor Tiago.
O secretário Francisco Deodato destaca que o tratamento e a medicação para as pessoas com diagnóstico de Hanseníase estão disponíveis na rede pública de saúde e que a Prefeitura tem reforçado as ações de capacitação de profissionais da rede, com foco no controle da doença. Este reforço tem como alvo, principalmente, a Estratégia Saúde da Família, que exerce papel importante na busca ativa de casos de Hanseníase, por conta da atuação mais próxima às comunidades atendidas pelo serviço.
Sinais de alerta - A Hanseníase é uma doença com período de incubação longo, que pode variar de dois a cinco anos. Pode se manifestar com manchas dormentes na pele, de cor avermelhada, esbranquiçada ou marrons; dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e pernas; diminuição da força dos músculos das mãos, pés e face; caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos. "Qualquer um desses sinais deve servir de alerta para que a pessoa procure o serviço médico, a fim de se submeter ao exame clínico", diz Waldenor Tiago.
A Hanseníase tem cura. Mas sem o tratamento adequado, a doença pode evoluir para graves deformações em áreas do corpo, como o nariz e os dedos (dos pés ou das mãos). Uma pessoa doente, que apresente a forma infectante da doença, conhecida como multibacilar, e que esteja sem tratamento, poderá transmiti-la a outras pessoas suscetíveis com quem tenha contato direto e prolongado. Daí a importância do diagnóstico precoce. Assim que a pessoa inicia o tratamento, deixa de transmitir a doença. Uma vez iniciado o esquema de tratamento, o paciente deve ir ao serviço de saúde, mensalmente, tomar a dose supervisionada do medicamento e pegar as doses que tomará diariamente, em casa. O período de tratamento varia de 6 meses a um ano.
Fonte: A Critica
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