O diretor e produtor de cinema Fernando Meirelles estará em Manaus no dia 3 de novembro para a abertura do 8º Amazonas Film Festival, evento promovido pelo Governo do Amazonas, que terá em sua programação o lançamento mundial do longa-metragem “Xingu”, com produção assinada pela O2, produtora responsável por outros grandes sucessos de público e crítica como “Lixo Extraordinário”, primeiro documentário brasileiro a concorrer ao Oscar.
A estatueta do Oscar não é, no entanto, novidade para Fernando Meirelles, que revelou há quase 10 anos um novo conceito de edição e narrativa cinematográfica com “Cidade de Deus”, filme que, em 2003, concorreu a quatro categorias do Oscar, inclusive de Melhor Filme.
Neste ano, Meirelles foi novamente notícia de destaque na imprensa nacional e internacional por “Lixo Extraordinário”, ou “Waste Land”, como foi apresentado ao público do Teatro Kodak, em Los Angeles, na noite da premiação.
O filme abriu a mostra competitiva de longas-metragens do 7º Amazonas Film Festival em novembro do ano passado e mostrou para uma platéia de 700 pessoas que lotaram o Teatro Amazonas a realidade de catadores de lixo do Jardim Gramacho, maior aterro da América Latina que garante a sobrevivência de mais de três mil pessoas na Baixada Fluminense. No mesmo teatro, “Lixo Extraordinário” recebeu, no fim do festival, o Prêmio Especial do Juri.
“Mais uma vez o público amazonense assistiu em primeiríssima mão um filme de grande repercussão de público e crítica no Brasil e no Exterior”, comemora o secretário estadual de Cultura, Robério Braga, referindo-se à “Lixo Extraordinário” e a vários outros filmes com sessões em Manaus meses antes do lançamento nacional como “Elvis e Madona”, sucesso em todo o país e que também foi exibido na sétima edição do Amazonas Film Festival.
Para Meirelles, o Amazonas Film Festival “está se tornando cada vez mais importante e, se continuar nesse rumo, logo desbancará o de Brasília”, avaliou o diretor em conversa com a direção do evento. Segundo o diretor, cerca de 90% dos filmes brasileiros são exibidos em menos de dez cidades e “os festivais têm sido a ligação do público com o cinema nacional”.
Fonte: ASSESSORIA
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