MANAUS- Fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) identificou cinco estaleiros clandestinos às margens do igarapé do Mariano e do rio Tarumã Açu, no Tarumã. As embarcações não possuiam licenciamento ambiental do órgão. A ação partiu de denúncias sobre a instalação de estaleiros clandestinos na área.
Os proprietários dos estaleiros foram notificados a apresentar o licenciamento ambiental no prazo de 48 horas a contar do data da fiscalização ocorrida na tarde de ontem (26). O objetivo da ação é coibir a instalação de estaleiros clandestinos, uma vez que a produção de resíduos gerados pela atividade tem um grande impacto sobre os cursos d’água.
A determinação da vistoria foi dada pelo secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marcelo Dutra, em função das denúncias cada vez mais frequentes sobre a instalação clandestina. O secretário determinou também que fosse feito o monitoramento, pela via fluvial, da área da invasão do terreno disputado na Justiça pela Eletroferro, alvo de invasores. A denúncia é de que canoas estariam fazendo o transporte de madeira ilegal para a construção de barracos na área.
O diretor de Qualidade e Controle Ambiental, da Semmas, Norberto Magno, explicou que o maior impacto da atividade dos estaleiros são os resíduos provenientes do processo de construção das embarcações. “Esses resíduos têm que ser armazenados e coletados para que não sejam descartados no rio, ou queimados, quando amontoados nas margens. Nos dois casos, ocorre a prática de crime ambiental”, explicou. Resíduos de óleo, a depender do tipo de serviço que esteja sendo realizado, também são uma ameaça para os afluentes, já que nos estaleiros são feitos serviços de restauro e manutenção de embarcações.
Em um dos estaleiros visitados, a fiscalização encontrou um grande volume de resíduos amontoados em um flutuante e indícios da queima de fibra de vidro, material tóxico altamente inflamável, utilizado inclusive para fazer fogo em churrasqueira. “Além de notificá-los a apresentar o licenciamento no prazo determinado, orientamos o responsável pelo empreendimento a fazer a coleta dos resíduos, entre eles latas e garrafas pet, que se encontravam amontoadas e que evitassem a queima dos produtos como a fibra de vidro, que pode trazer sérios danos à saúde”, afirmou Norberto.
Fonte: Porta Amazônia
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