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FVS aponta risco de epidemia de dengue em 26 municípios

05/11/2011 - [13h:22m] - Saúde      Diminuir Aumentar

 

Quase metade dos municípios do Amazonas - 26 do total de 62 - apresentam risco de desencadear uma epidemia de dengue. Desses, 11 têm o risco avaliado em nível médio pelos parâmetros adotados pelo Ministério da Saúde (MS), segundo aponta o Levantamento Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS). Dois deles são os que mais preocupam a FVS: Tefé, que teve o maior número de casos de dengue no interior este ano, com 1.609 registros, e São Gabriel da Cachoeira, onde o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti foi o maior em todo o Estado: 3,2%.

O MS define que o índice de infestação acima de 4% representa alto risco de epidemia da doença. As informações são do diretor-presidente da FVS, Bernardino Albuquerque. Segundo ele, além dos 26 municípios que apresentam risco baixo ou médio de desencadear uma epidemia de dengue, outras quatro cidades amazonenses também inspiram “cuidados especiais”: Atalaia do Norte, Benjamim Constant, Japurá e Manaquiri.

No total, em 48% dos municípios amazonenses o risco de uma epidemia de dengue não pode ser descartado, alertou Albuquerque. Em 2011, foram registrados 56.552 casos de dengue e 12 pessoas morreram no AM, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Susam).

“Tivemos uma redução no LIRAa em todo o estado, mas agora que estão começando as chuvas. Manaus, Tefé, Manacapuru e Itacoatiara preocupam pelo número de casos, mas é em São Gabriel da Cachoeira que a situação é mais alarmante. Lá, a infestação pelo mosquito da dengue é quase três vezes maior que em outras cidades.

” Incentivo do MS Dez dos 26 municípios amazonenses que apresentam risco de epidemia de dengue estão entre os beneficiados pelo MS com a liberação de recursos da ordem de 2,8 milhões que serão revertidos para ações de combate à dengue. Ontem, o MS divulgou a lista dos 989 municípios brasileiros aptos a receber repasses dos recursos do Piso Variável de Vigilância e Promoção à Saúde (PVVPS), instituído no fim de outubro.

O valor dos repasses corresponde a 20% do valor anual do Piso Fixo de Vigilância e Promoção à Saúde (PFVPS), que já é repassado às prefeituras pelo Governo Federal. A escolha dos municípios priorizou as capitais, regiões metropolitanas de capitais com registro de casos autóctones, municípios de áreas endêmicas com população igual ou superior a 50 mil habitantes e aqueles com população inferior com notificação acima de 300 casos por 100 mil habitantes, entre 2007 e 2011.

Fonte: A Crítica

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