MANAUS – A volta das aulas após recesso da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) poderá ser prejudicada devido à greve de servidores no Estado. O risco do atraso no início das aulas é a ameaça de adesão dos professores à manifestação. O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Amazonas (Sintesam) realizará assembleia, na próxima quinta-feira (28), para decidir as próximas ações da classe.
“Já que o governo não atende às nossas solicitações, a situação poderá se agravar. Reivindicamos melhorias há muito tempo, e ainda não obtemos nenhuma resposta”, afirmou o coordenador do Sintesam, Luís Carlos Sena. Segundo ele, a paralisação de todas as atividades da universidade será debatida na assembleia.
A greve dos servidores administrativos já dura mais de dois meses. O Governo Federal anunciou, na última semana, que haverá negociação somente após a suspensão do movimento. Sem perspectiva de diálogo, a categoria promete reforçar a paralisação em todo o Brasil, comprometendo o calendário universitário.
De acordo com Sena, o movimento para início de greve dos professores é federal e está previsto para este mês de agosto. A paralisação dos docentes, no entanto, ainda não foi confirmada.
A greve é um protesto dos servidores contra o Projeto de Lei (PL) nº 549/2010 e a Medida Provisória nº 520/2010. O PL prevê congelamento de salários dos servidores públicos por um período de 10 anos, impedimento da realização de novos concursos para reposição de pessoal e redução de gastos com investimento na administração pública. Já a Medida Provisória institui a privatização de Hospitais Universitários.
O funcionamento do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) também poderá ser prejudicado. A manifestação suspende os trabalhos administrativos do Hospital e, com a adesão dos professores, de assistência aos pacientes.
Fonte: Porta Amazônia
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