A inauguração da ponte sobre o Rio Negro, ligando Manaus ao município de Iranduba, levou a Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (FHemoam) a mudar um dos critérios para receber doação de sangue no Estado.
A FHemoam evitava a doação de quem houvesse saído da zona urbana da capital, já que a zona rural do Estado é endêmica de malária.
A mudança ocorreu porque, com o aumento do fluxo de pessoas saindo de Manaus pela ponte, o número de doadores caiu drasticamente devido ao critério do deslocamento, fato que preocupava a direção da instituição.
Agora, segundo o diretor-presidente da FHemoam, Nélson Fraiji, as pessoas que vão apenas ao município de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus) e voltam no mesmo dia não serão mais impedidas de doar.
A mudança no critério resolve a questão do reduzido número de pessoas aptas a doar, explica Fraiji, lembrando que a medida não vai trazer qualquer risco.
Isso porque a pessoa que só atravessa o rio pela ponte e volta no mesmo dia não tem risco de ser sido contaminada e se transformar, aqui, em transmissora da malária.
Já as que passam pelo menos uma noite em qualquer município da zona rural, têm que esperar no mínimo 30 dias para fazer a doação, adverte.
Demanda
Fraiji lembra que, nessa época de festas de final de ano e férias escolares, há uma redução no número de doadores, pois muitos costumam fazer viagens de férias.
Em contrapartida, nesse período costumam acontecer muitos acidentes e, por isso, há necessidade de se manter um estoque de sangue na FHemoam, que serve a todos os prontos-socorros e unidades de saúde.
Resolvida essa questão, disse Fraiji, as pessoas - especialmente os doadores - devem comparecer ao órgão para fazer a doação. O médico diz que qualquer dúvida tem que ser tirada na FHemoam, pois o maior fator de risco para doadores é morar em área endêmica à transmissão de malária.
A FHemoam - situada na avenida Constantino Nery, 3240, próximo à obra de construção da Arena da Amazônia - recebe diariamente uma média de 70 a 150 doações por dia, das quais 70% são reaproveitados, informou Katlen Caroline Nazaré Furtado, estagiária de captação hospitalar.
As doações podem ser feitas a partir das 7h30 até 18h em dias da semana e, no sábado, até às 15h. Os moradores da Zona Leste podem fazer a doação na Maternidade Ana Braga, onde há um local para recolher o sangue de doadores. A maternidade está situada na Alameda Cosme Ferreira, s/n, Coroado, Zona Leste, e atende no mesmo horário da FHemoam.
Os especialistas alertam, inclusive, que as pessoas que têm o tipo sangue de fatores mais raros, como 'O' positivo e 'O' negativo, devem ter a iniciativa de doar, assim como os demais que costumam fazer doações regularmente.
Não podem doar sangue as pessoas que tiveram hepatite depois dos dez anos de idade, que possuem comportamento sexual de risco, que fazem uso de entorpecentes, que já foram diagnosticadas com malária, recebeu transfusão sanguínea ou teve doenças sexualmente transmissíveis nos últimos 12 meses e também quem teve febre nos últimos 30 dias.
Critérios e dicas para quem pretende doar sangue:
•Estar em boas condições de saúde.
•Ter entre 16 e 67 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos, clique para ver documentos necessários e formulário de autorização).
•Pesar no mínimo 50kg.
•Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas).
•Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação).
•Apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social).
Fonte: A Crítica
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