MANAUS – Mais de 1,5 mil doutores e mestres formados, em uma trajetória de verdadeiro desbravamento das riquezas da maior floresta tropical do mundo. Aos 57 anos, comemorados nesta quarta-feira (27), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) celebra também o título de referência em estudos sobre a biodiversidade regional e a missão de usar a ciência para promover o desenvolvimento.
Nos primeiros anos de atividade, o Instituto visava conhecer a região por meio de levantamentos da fauna e flora. Atualmente, produz estudos que procuram aproveitar, de maneira sustentável, os benefícios trazidos pela Amazônia. Para o diretor do Instituto, Adalberto Val, esta é uma das principais funções do órgão: ensinar a população a usar as riquezas naturais amazônidas a nosso favor. “O Inpa funciona para pesquisar a floresta e descobrir até que ponto ela pode nos atender. O desenvolvimento sustentável dos povos da Amazônia é extremamente importante”, afirma.
As quase seis décadas do Inpa são reflexo do compromisso firmado com a região. Ações que vão desde a proteção de espécies da fauna amazônica, como o peixe-boi, até estudos sobre comousar os recursos naturais como forma de combate à doenças são algumas das atividades da instituição. Além disso, a organização também já formou mais de 1500 mestres e doutores em diversas áreas, como Entologia, Clima e Ambiente, e Gestão de Recursos Naturais.
O Inpa passa por um momento de reestruturação. Segundo Adalberto Val, são renovados não só os prédios, mas também a organização administrativa e os equipamentos do órgão. Com as mudanças, o instituto pretende ter capacidade para realizar produções científicas em maior quantidade e melhor qualidade.
O Instituto já formou mais de 1500 doutores e mestres. O número ainda é baixo, considerando que o Brasil forma anualmente 11 mil doutores, mas, de acordo com o diretor do Inpa, deverá crescer nos próximos anos.
Em visita ao Inpa em janeiro deste ano, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, incentivou o aumento no número de patentes registradas no instituto. Atualmente, o Inpa conta com um departamento especializado na área. No Núcleo de Inovações Tecnológicas já foram registradas cerca de 60 novas patentes.
Semana de comemoração aos 57 anos
Para comemorar quase seis décadas de desenvolvimento da dinâmica ambiental, o Inpa realiza atividades de caráter científico durante toda a semana. Na tarde de ontem (26), o Instituto homenageou os servidores aposentados com o certificado “Inpa – Orgulho da Amazônia”. Na manhã desta quarta-feira (27), às 9h, foi realizado um culto ecumênico na Ilha da Tanimbuca. O local da comemoração é um verdadeiro paraíso que abriga uma árvore de 600 anos, com aproximadamente 35 metros, e é cercado por lagos com peixes e tartarugas da Amazônia.
Na sexta-feira (28), às 9h, o professor do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Etnicidade da Universidade Federal de pernambuco (UFPE), Renato Athias, ministrará a palestra “Biodiversidade e Saúde Indígena”. As atividades encerram no sábado (30), com a edição especial do Circuito da Ciência que acontecerá no Bosque da Ciência.
Fonte: Portal Amazônia
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