A greve dos médicos deflagrada na última segunda-feira(16) já entra no quarto dia e os médicos ainda aguardam um posicionamento das Secretarias municipal e estadual de saúde em relação às reivindicações da categoria.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas, Mario Vianna, nenhuma proposta foi apresentada pelos gestores da saúde pública do município e do estado até o momento. Vianna comentou as notícias veiculadas na imprensa nos primeiros dias do movimento de que a adesão dos médicos teria sido tímida. Segundo ele, muitos dos profissionais também trabalham em hospitais particulares e , às vezes, não podem estar presentes às convocações relacionadas à paralisação.
A estimativa do Simeam é de que cerca de 600 médicos tenham aderido à greve. Os principais motivos da greve são o reajuste salarial de acordo com o piso nacional e a ausência de condições dignas de trabalho apontadas pelos médicos: Os hospitais estão com sobrecarga de pacientes, faltam instrumentos de trabalho, médicos são perseguidos, bases de ambulâncias são invadidas e assaltadas por falta de segurança, contratos de trabalho são precários e sem estabilidade.
A proposta do sindicato é a adoção do piso nacional no valor de R$ 9.188,22, pela jornada de 20 horas semanais. Isso de forma escalonada, em 18 meses.
Fonte: A Crítica - CASSANDRA CASTRO / Foto: Antônio Menezes
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