MANAUS – As construções do monotrilho, o novo sistema de transporte em Manaus, não serão finalizadas conforme planejado pelo Governo do Amazonas até o início da Copa do Mundo de Futebol de 2014. A afirmação é do coordenador da Unidade Gestora do Projeto Copa (UGP-Copa), Miguel Capobiango, em entrevista ao Portal Amazônia nesta quinta-feira (4). Nesta manhã, consórcio ‘Monotrilho Manaus’ teve a proposta de R$ 1.460.495.221,56 aprovada pela Comissão Geral de Licitação (CGL) para implantar o modelo na capital.
Segundo o coordenador, apenas o trecho Cidade Nova – São Jorge estará pronto até a Copa 2014. “Infelizmente, o monotrilho não estará completo até a Copa de 2014. Acreditamos que o percurso até o Centro da cidade será finalizado apenas após o evento”, afirmou ele. Até lá, os Terminais 3 e 4 precisarão ser adequados ao novo sistema de transporte, com possíveis desapropriações somente nessas áreas. O modelo, um tipo de metrô de superfície que trafegará em via exclusiva suspenso em vigas, ligará, quando finalizado, o bairro da Cidade Nova ao Centro, tendo como eixo a Constantino Nery.
Perguntado sobre a impasse da obra no centro Histórico da Cidade de Manaus, Capobiango afirmou já ter apresentado projeto reformulado para atender às exigências do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “Já conseguimos a aprovação do Iphan, informalmente, mas recebemos. O próximo passo a ser tomado é receber a confirmação definitiva do Poder Executivo”, contou.
Mesmo com a promessa de que o monotrilho será mais rápido que os ônibus convencionais, especialistas indicam outros sistemas de transporte como alternativas mais viáveis para Manaus. É o caso do geógrafo especialista em Mobilidade Urbana, professor Geraldo Alves. Para ele, o modelo ideal seria o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). “Enquanto o monotrilho vai custar quase R$ 1,6 bilhão, o VLT custaria cerca de R$ 500 milhões. O VLT já é utilizado em cidades como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo e apresentou resultados positivos para as populações destas capitais”, defendeu ele.
Até agora, a unidade gestora não confirma data para o início das construções. Segundo Copabiango, após o relatório final ser aprovado pela CGL, o projeto segue para a Secretaria de Estado de Infraestrutura (seinf) para análises técnicas.
Até agora, o valor estimado para as passagens do monotrilho é de R$ 2,50. Porém, o diretor afirmou que o valor pode ser alterado. “Somente após o relatório final do consórcio é que poderemos anunciar o valor exato das tarifas”, contou.
Governo e Prefeitura têm disponíveis para empréstimo na Caixa R$ 800 milhões, que devem ser investidos na mobilidade urbana para a Copa de 2014. Desse total, R$ 600 milhões serão para o monotrilho e R$ 200 milhões para o BRT.
O projeto
O projeto de monotrilho elaborado para Manaus deve atender até 170 mil pessoas/dia. De acordo com o Governo do Estado, o modelo deve reduzir o tempo médio de deslocamento dos passageiros em até 1 hora, em relação ao tempo de percurso da atual frota de ônibus. Outros benefícios seriam a capacidade de expansão e a geração nula de poluição sonora e nem ambiental. Isso porque o motor do veículo é elétrico e refrigerado à água, além de possuir suspensão pneumática.
O projeto de monotrilho elaborado para Manaus deve atender até 170 mil pessoas/dia. De acordo com o Governo do Estado, o modelo deve reduzir o tempo médio de deslocamento dos passageiros em até 1 hora, em relação ao tempo de percurso da atual frota de ônibus. Outros benefícios seriam a capacidade de expansão e a geração nula de poluição sonora e nem ambiental. Isso porque o motor do veículo é elétrico e refrigerado à água, além de possuir suspensão pneumática.
O projeto conta com seis estações de estrutura de lajes para plataforma e mezaninos soltos sobre os pilares. A proposta prevê acomodação da estação no eixo das avenidas, usando parte do canteiro central existente, com escadas rolantes e fixas, além de elevador para pessoas com necessidades especiais.
Nos mezaninos estarão as bilheterias e uma área para salas operacionais. Ao longo do tronco central é analisada a implantação de estações em pontos estratégicos para integração (Terminais Santos Dumont e Arena), além de paradas intermediárias relevantes para o acesso dos usuários.
Fonte: Portal Amazônia
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