A Zona Leste de Manaus continua sendo a área com maior índice de infestação de dengue da cidade. Fatores como o aumento populacional, armazenamento incorreto do lixo e a falta de consciência colocam as moradias daquela área como as mais propensas à proliferação da doença. Com a chegada do período de chuvas a situação tende a se agravar, principalmente nos meses de dezembro e janeiro.
O Levantamento de Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre 3 e 13 de outubro, apontou o índice de infestação do mosquito da dengue que chegou a 1,3%, permanecendo estável em relação ao último levantamento realizado em julho. Os números apontam para médio risco de ocorrência de casos, num patamar que vai de 1% a 3,8%. Até o momento, a tendência é de queda na cidade, tendo como base as avaliações de janeiro (4,4%) e abril (2,6%). Mesmo assim, alguns bairros da cidade continuam contribuindo com a proliferação do mosquito.
Para o secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato, a estabilidade é resultado do trabalho realizado pela Vigilância Epidemiológica do município e de conscientização da população. Mas alertou para o período de chuvas, que pode gerar aumento dos casos da doença na cidade. Por isso, no dia 31 de outubro será lançada a “Operação Impacto de Combate à Dengue”, executada em parceria com o Governo do Estado e as Forças Armadas.
“Normalmente lançamos a operação no mês de dezembro, mas há vários indicativos que nos fizeram decidir pela antecipação”, afirmou o secretário. A preocupação se deve ao fato de as autoridades de saúde do País já trabalharem com a perspectiva de que o Brasil enfrentará uma grande epidemia de dengue no início de 2012, em virtude da circulação do vírus tipo 4.
Deodato salienta que a grande maioria da população ainda está suscetível a este sorotipo da doença, que foi reintroduzido no País por meio da fronteira da Venezuela, que faz fronteira com Roraima. No início deste ano, reflexo da circulação concomitante dos quatro sorotipos virais da doença, Manaus viveu uma epidemia de dengue. “Nossos esforços são para evitar que a situação se repita”, disse o secretário.
Zona Leste concentra maior índice
Para alcançar o levantamento geral de Manaus, o LIRAa avaliou os índices coletados em cada bairro, a partir da análise dos prédios com características para criadouros. “O bairro de São José teve um índice de 4,5%. O Jorge Teixeira ficou com um percentual de 3,1%. Já existem locais cujo índice chega a zero, como o caso do Mauazinho e Gilberto Mestrinho, que apresentou 1,4% de prédios com propensão para o criadouro”, explicou o assessor técnico da Semsa, Vanderson Sampaio. Ele atribuiu esse diferencial da Zona Leste ao grande índice populacional e a falta de estrutura em algumas áreas que, por exemplo, ainda não têm abastecimento de água, o que gera o armazenamento de água de forma irregular.
Fonte: A Crítica
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