O Município de Rio Preto da Eva (a 80 quilômetros de Manaus) será o primeiro do Estado a ter casas doPrograma Minha Casa Minha Vida 2. No total, 500 unidades habitacionais serão construídas no ramal Francisca Mendes. O convênio entre a prefeitura do município e a Caixa Econômica Federal (CEF) foi assinado na manhã de ontem. A construção deve ser iniciada na próxima semana e a precisão é de que as casas fiquem prontas até o final do ano que vem.
Famílias com renda de zero a três salários mínimos poderão se inscrever no programa. O programa é aberto para municípios com mais de 50 mil habitantes ou os que fazem parte de região metropolitana. O processo de análise do projeto das unidades habitacionais no Rio Preto da Eva durou quase dois anos.
Segundo a superintendente regional da Caixa Econômica Federal, Noêmia Jacob, inicialmente o município estava inscrito no Minha Casa e Minha Vida 1, e quando lançaram a modalidade dois do programa, no ano passado, o município resolveu fazer adaptações ao projeto. “Esse novo modelo consiste em casas mais bem estruturadas, com azulejo em locais molhados, com cerâmica no piso da casa e portas mais largas, o que deve melhorar a vida de idosos e deficientes físicos. A população teve que esperar um pouco, mas vai valer a pena”, explicou.
Mesmo assim déficit persiste
Mesmo com a entrega das 500 novas moradias, Rio Preto da Eva ainda terá cerca de 1,3 mil famílias sem moradia ou morando em áreas de risco. A informação é do prefeito do município, Fúlvio Pinto. Ele informou que o município está trabalhando na elaboração de novos projetos para a construção de outras moradias pelo programa. O valor do contrato é de, aproximadamente, R$ 26 milhões.
De acordo com Fúlvio, outro fator que contribuiu para a demora na assinatura do contrato foi a definição da área para a construção das casas. “Também tivemos que regularizar toda a parte ambiental do terreno. Esse é um momento histórico para o município, teremos um bairro planejado e bem organizado pronto até o ano que vem”, afirmou.
Para a vendedora ambulante Ana do Socorro Santiago, 64, a implantação do programa no município fez com que o sonho de ter uma casa própria ficasse mais próximo de se tornar realidade. Ela relatou que todos os meses tem que tirar R$ 250 da renda da família para pagar o aluguel da casa onde mora. “Ter uma casa própria nessa altura da minha vida é um sonho. Passei minha vida inteira pagando aluguel, queria ao menos ter uma casa para deixar para os meus filhos e netos”, destacou.
Fonte: A Crítica - (Euzivaldo Queiroz)
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