O Ministério do Meio Ambiente divulgou, ontem, relatório elaborado pela Agência Nacional de Água (ANA) que aponta dados sobre a qualidade da água no país.
Segundo o estudo, a alternância de cheias e secas extremas no rio Amazonas é um fator preocupante. “A série histórica do rio [Amazonas], que se monitora do ponto de vista de oferta de recursos hídricos e qualidade, mostra uma variação atípica”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Dentre os vários eventos críticos ocorridos em 2010 e demonstrados pelas análises, a seca na Amazônia é um dos destaques. Por causa da pouca chuva, os rios Javari, Juruá, Japurá, Negro, Purus, Iça, Jutaí, Solimões e Madeira apresentaram níveis bem abaixo da média.
O relatório da ANA aponta que, ano passado, 563 municípios brasileiros (10% do total) decretaram situação de emergência ou calamidade em 2010 devido às cheias ou secas. Estes são valores superiores ao relatório da conjuntura de 2009 e ao informe de 2010. “Isso mostra que nós temos que trabalhar as questões de vulnerabilidade”, ressaltou a ministra. O Informe 2011 indica também um aumento do número de comitês de bacias e da área de cobertura do território nacional por planos de recursos hídricos (51% do território nacional) - planos diretores que visam fundamentar e orientar a implementação do gerenciamento e da Política Nacional de Recursos Hídricos. Um dos mais adiantados, segundo o relatório, é o Plano Estratégico de Recursos Hídricos da Bacia Amazônica: Afluentes da Margem Direita (PERH-MDA).
INVESTIMENTO
O relatório diz ainda que 55% dos municípios brasileiros necessitam de investimento para a garantia de oferta de água para o abastecimento urbano. Os resultados apontam a necessidade de investimento no sistema de esgoto (coleta e tratamento destinados a 2.926 municípios brasileiros. De acordo com o estudo, a qualidade da água está ruim ou péssima em 9% dos pontos monitorados em todo o país. A situação é mais problemática em regiões metropolitanas e cidades de médio porte, como Campinas (SP) e Juiz de Fora (MG).
RELATÓRIO
Os dados são referentes a 2009. Da amostra total, a qualidade foi considerada “boa” em 71% dos pontos monitorados, “regular” em 16% e “ótima” em apenas 4%. (Diário do Pará, de Brasília)
Fonte: Amazonas Noticias
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