A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) apresentou, nesta terça-feira (27), o relatório de análise epidemiológica da área invadida no último sábado (24), na região do Tarumã, conhecida como Pampulha. A conclusão dos técnicos do órgão é que a área é de alto risco para transmissão de malária, uma ameaça para a cidade e, mais diretamente, para as comunidades do entorno.
No entorno estão localizadas três comunidades de grande porte, que são consideradas pela Semsa como áreas de influência direta: Parque Riachuelo, Campos Sales e Parque São Pedro/invasão da Carbrás. “Todas essas comunidades são resultado de invasões e áreas de risco com histórico de alta transmissão da malária”, adverte o secretário municipal de Saúde, Francisco Deodato. Outro agravante, de acordo com a Semsa, é que a nova invasão está localizada em meio a uma enorme diversidade de criadouros do mosquito Anopheles Darlingi, transmissor da malária.
“Nessa nova invasão, são cerca de mil pessoas vivendo em condições precárias, numa área sem proteção, que propicia o contato com o mosquito transmissor da malária. Conforme o levantamento realizado, a maioria dessas pessoas é oriunda de outras áreas de risco, invasões localizadas no entorno. Isso significa que transportam o plasmodium da malária desses locais para a nova área de invasão e de lá para outros cantos da cidade. A falta de estrutura e a precariedade tornam o local um foco de transmissão da malária”, observa Deodato.
O relatório da Semsa foi encaminhado nesta terça-feira para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas), que já está monitorando o local. Francisco Deodato explica que o relatório é baseado em estudos realizados pelos técnicos do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental do órgão, que mapearam, no local, os criadouros do mosquito transmissor da malária.
Segundo ele, a Prefeitura de Manaus já está adotando algumas medidas de controle na área e no entorno. Na segunda-feira (02), se os invasores ainda estiverem no local, a Semsa dará início à coleta de lâminas e tratamento dos pacientes que forem identificados com a doença, além de realizar o controle vetorial, com termonebulização (aplicação de inseticidas). O secretário alerta que os cuidados, entretanto, não são suficientes e não garantem a eliminação da transmissão, porque as famílias estão vivendo em situação propícia à doença. “A única solução efetiva é a retirada dessas pessoas. O histórico epidemiológico demonstra o risco que correm as localidades do entorno, todas sob efeito dos mesmos fatores condicionantes e determinantes para a transmissão da malária”.
Fonte: Assessoria
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