Funcionários da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) decidiram encaminhar a denúncia de cárcere privado de oito funcionários da instituição ao Ministério da Agricultura, conforme decisão em assembleia.
“Já solicitamos a audiência com o ministro. Iremos levar um dos trabalhadores para relatar o que ocorre em um dos campos experimentais”, disse o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), Vicente Almeida.
De acordo com o dirigente, após a divulgação das denúncias no Amazonas, funcionários de outras unidades da Embrapa procuraram o sindicato para denunciar casos semelhantes. “Ao que parece, isto não é novo na Embrapa”, opinou.
Segundo Almeida, o sindicato está elaborando um relatório para ser encaminhado à Secretaria Nacional de Direitos Humanos. “Se nada for resolvido iremos encaminhar a denúncia a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Mas espero que isto não seja necessário”, disse.
Segundo a presidente da Seção Sindical Embrapa Amazônia, Simone Alves, as esposa de um dos funcionários que era mantido no campo experimental da Embrapa na BR- 174 (Manaus-Boa Vista) rebeceu uma ligação com ameaças ao marido dela.
Em nota, a Embrapa nega as acusações e afirma obedecer a legislação trabalhista, ao repudiar “a forma desrespeitosa do sindicato ao se referir à Embrapa, que não realiza prática de cárcere privado”.
Fonte: D24AM
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