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TCU evita gastos de R$ 60 mi nas obras do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus

02/12/2011 - [16h:08m] - Direito e Justiça      Diminuir Aumentar

 

Fala do ministro Valmir Campelo (ao centro), em Manaus, diverge de relatório do TCU

Fala do ministro Valmir Campelo (ao centro), em Manaus, diverge de relatório do TCU( Alexandre Fonseca )

O Tribunal de Contas da União (TCU) evitou o desperdício de R$ 60 milhões na obra de reforma do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. A informação foi dada nessa quinta-feira (1) pelo ministro do TCU, Valmir Campelo, que é relator dos processos referentes à preparação e realização da Copa do Mundo de 2014.

Em todo país, segundo o ministro, cerca R$ 800 milhões foram poupados através de intervenções do tribunal nos projetos sem que fosse necessário paralisar nenhuma obra.

O aeroporto está orçado em R$ 345 milhões e a reformada, iniciada no mês passado, deve durar 25 meses.

“Em todas as obras fizemos ações que representaram uma economia de R$ 800 milhões. É um trabalho preventivo e concomitante com andamento de cada obra. Foi feito essa economia sem precisar parar nenhuma obra. Aqui no aeroporto de Manaus diminui-se o valor da obra em mais de R$ 60 milhões”, declarou o ministro.

As informações foram dadas pelo ministro durante visita à Arena da Amazônia, na Zona Centro-Sul de Manaus, nessa quinta-feira. A visita foi acompanhada pelo governador do Estado, Omar Aziz (PSD) e o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Júlio Pinheiro.

O governador Omar Aziz declarou que 100% das estacas de fundação da arena já foram colocadas e que dentro de sete meses a estrutura superior do estádio poderá ser vista pela população.

“As estacas estão todas aí. Não dá para ver. Mas são 2.600 estacas prontas. Em seis meses vamos começar a levantar e as pessoas vão prestar mais atenção. Ver a obra”, afirmou Omar.

 Em Manaus, o ministro Valmir Campelo disse que era um entusiasta dos benefícios que as obras da Copa deixarão para as populações das cidades.

 “Vejo com bons olhos que tudo vai ser terminado a tempo. Se há 60 anos proporcionamos ao mundo uma Copa do Mundo conseguimos fazer isso de novo e bem melhor, dando maiores condições a todos os visitantes aqui. As obras vão deixar um legado não só para a Copa, mas as obras de mobilidade para as pessoas de baixa renda”, disse o ministro.

 À Agência Estado, sobre relatório sobre as obras da Copa, divulgado nessa quinta-feira, o tom foi um pouco diferente. O ministro disse que o TCU revelava preocupação com “herança” indesejável das obras.

 “Temo que essas intervenções de mobilidade, a serem inevitavelmente realizadas às pressas, baseiem-se em projetos sem o devido amadurecimento quanto ao seu detalhamento técnico; e mesmo quanto à sua viabilidade. Preocupa-me o risco de conceber uma herança que não corresponda às reais necessidades da população ao término dos jogos”, disse.

Fonte: A Crítica

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