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Câmara de SP aprova dia do Orgulho Heterossexual

02/08/2011 - [20h:28m] - Esportes      Diminuir Aumentar

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta terça-feira (2) um projeto de lei que institui o Dia do Orgulho Heterossexual na cidade. Para que a data entre oficialmente no calendário, o projeto deve ser sancionado pelo prefeito da cidade, Gilberto Kassab (sem partido).

A proposta comemora a data no terceiro domingo de dezembro, que neste ano cai no dia 19.

A votação foi simbólica - ou seja, os vereadores não precisaram registrar voto no painel eletrônico - e teve 19 manifestações contrárias (11 vereadores da bancada do PT, dois da bancada do PCdoB, Gilberto Natalini (sem partido), Claudio Fonseca (PPS), Claudio Prado (PTB), Juscelino Gadelha, Tripoli e Eliseu Gabriel (PSB)).

O projeto de lei é de autoria de Carlos Apolinário, membro do DEM, partido que Kassab fazia parte quando se candidatou à prefeitura da cidade. Em nota publicada no site da Câmara, Apolinário disse que “a criação do Dia do Hétero não simboliza uma luta contra a figura humana dos gays, e sim contra aquilo que considero que são excessos e privilégios".

Em sua justificativa, o vereador descreveu que "os homossexuais dizem que são discriminados pela sociedade, quando na verdade são eles que discriminam aqueles que não concordam com suas opções sexuais".

Para Toni Reis, presidente da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais), o projeto é uma "brincadeira de mau gosto". 

– Parece que os vereadores de São Paulo estão sem o que fazer. Tem tanta coisa importante para os parlamentares da maior cidade do país se preocupar e eles ficam discutindo essa bobagem?

Reis afirma que a luta dos homossexuais é pela igualdade de direitos, não por privilégios como afirmou o vereador na justificativa de seu projeto de lei.

Balanço

A Câmara Municipal de São Paulo, que voltou do recesso nesta semana, aprovou 99 projetos de lei no primeiro semestre deste ano, sendo que 51 se referiam a homenagens, um era para mudar o nome de uma praça e outro criou o Dia do Mestre Sala e da Porta Bandeira, segundo dados da Rede Nossa São Paulo, que reúne mais de 600 ONGs. Esses 53 projetos são considerados inexpressivos por ONGs e especialistas que acompanham trabalhos legislativos.


 

Fonte: R7

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