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Comunicado da Oxfam Brasil

14/02/2018 - [18h:51m] - Comunicado - Notas      Diminuir Aumentar

14 de fevereiro de 2018

Os casos de abuso sexual envolvendo integrantes da Oxfam Grã Bretanha são revoltantes e inadmissíveis, e devem ser condenados sem contemporização. É preciso
reconhecer os erros cometidos. Os casos denunciados não foram tratados com a rigidez necessária e nem foram tomadas as medidas cabíveis. É preciso não
apenas pedir desculpas às vítimas de assédio e abuso sexual, mas principalmente tomar providências para que isso não volte a ocorrer.

A Oxfam Brasil acredita que momentos de crise como este exigem o máximo de transparência e ações concretas e imediatas. Está sendo feito um trabalho com
as demais afiliadas para que os fatos sejam divulgados de forma irrestrita. Uma comissão independente para investigação externa está sendo formada para
a identificação dos erros cometidos e a prevenção de futuros casos. Os procedimentos de recrutamento também estão passando por um processo de revisão,
o qual poderá contribuir para o aperfeiçoamento do setor de ajuda humanitária internacional.

Esse contexto exige a renovação de políticas, práticas e lideranças. Não pode haver espaço na Oxfam para quem abusa da posição de poder e da confiança
de milhares de pessoas, nem para quem tem a obrigação de agir e não o faz.

Mas não se deve perder o horizonte da verdadeira força motriz da Oxfam – uma organização formada por milhares de pessoas ao redor do mundo comprometidas
em salvar vidas, erradicar a pobreza, reduzir as desigualdades e lutar para uma vida melhor para todos.

Sobre o episódio referente a Juan Alberto Fuentes Knight, a Oxfam Brasil considera que seu indiciamento e prisão provisória na Guatemala tornou insustentável
sua permanência no cargo de presidente do Conselho Internacional da Oxfam, ainda que o caso seja do período anterior ao seu mandato com a organização.
Desde a noite de ontem (terça-feira, 13) ele não está mais no cargo.

A Oxfam Brasil reforça seu compromisso com a luta contra a exploração de pessoas em situação de vulnerabilidade e a defesa da justiça de gênero.

Espera-se que esse doloroso momento indique um caminho de fortalecimento de uma organização com mais de 70 anos, presente em cerca de 90 países, com mais
de 10 mil funcionários e 50 mil voluntários, salvando incontáveis vidas ao longo de sua história. Atualmente a Oxfam está operando em mais de 30 situações
de emergência pelo mundo, dos conflitos armados na Síria e Iêmen a desastres naturais na Índia e fome extrema no Sudão do Sul, provendo água limpa para
beber, saneamento básico e apoio a famílias que perderam tudo o que tinham. Só na Síria, Jordânia e Líbano, a Oxfam está atendendo cerca de 2 milhões de
pessoas. É pensando nessas pessoas que a  Oxfam tem a obrigação de ser maior do que seus erros.

OXFAM Brasil
 

Fonte: Assessoria

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