Noticianahora.com.br

Deficientes auditivos podem ter vida comum com novas tecnologias

14/05/2018 - [10h:21m] - Saúde      Diminuir Aumentar

Se você não possui uma deficiência auditiva leve ou severa talvez não ache nada demais em saber que é possível tomar um simples banho e escutar o som da
água do chuveiro caindo ao chão. Mas, para quem não escuta, é um verdadeiro avanço, já que aparelhos auditivos não podem ser molhados, portanto, a vida
de quem depende deles é sem som ao entrar no banho, na piscina e tomar chuva é uma verdadeira ameaça ao bom funcionamento do dispositivo.

As novas tecnologias médicas têm avançado para proporcionar uma vida completamente inclusiva à quem sofre de perda de audição e hoje já é possível conviver
com essas pessoas sem nem saber que elas possuem alguma deficiência.

De acordo com o IBGE, apenas no Brasil, existem hoje cerca de 10 milhões de pessoas com deficiências auditivas moderadas ou severas e cerca de 1 milhão
são jovens de até 19 anos. Essa perda auditiva é consideravelmente reduzida com a utilização de aparelhos auditivos, que amplificam os sons, possibilitando
que o paciente escute melhor, mas ainda assim, tenha dificuldade de levar uma vida comum, não podendo utiliza-los durante práticas esportivas ou para dormir.

A vida do servidor público Marcos Machado de Melo, de 33 anos, foi cercada de uma dificuldade para escutar. “Na adolescência eu percebi que não escutava
muito bem, pois minha mãe vivia reclamando de TV e rádio em volumes altos, mas para mim, estavam normais. Foi só quando adulto que fiz uma audiometria
e realmente constatei que tinha deficiência auditiva moderada nos dois ouvidos”, lembra ele.

Dali em diante, Marcos passou a buscar algo que melhorasse seu convívio com a família, amigos e no trabalho. “Quando descobrimos que não escutamos bem
é claro que queremos uma solução para isso. Eu acabei utilizando dois aparelhos auditivos diferentes, mas não me adaptei. Era complicado de usar, tinha
que tirar em diversas situações corriqueiras e ainda por cima eu sentia uma certa vergonha do aparelho. Passei a vida toda como uma pessoa sem deficiência,
mesmo sem escutar, e de repente ter que usar um aparelho me deixava um pouco constrangido”, lembra o servidor.

Situação semelhante a de Marcos é enfrentada por grande parte das pessoas que necessitam utilizar um aparelho auditivo. A dificuldade de adaptação, tanto
de usabilidade quanto de mostrar ao mundo sua deficiência, é um ponto que incomoda grande parte dos usuários. E foi justamente esse incômodo que levou
a australiana Cochlear, líder mundial em implantes auditivos, a realizar uma pesquisa com portadores de deficiência auditiva, para entender qual seria
o formato ideal de um aparelho auditivo. A principal resposta dos entrevistados apontou que queriam um aparelho invisível.

“O implante Carina é um aparelho auditivo totalmente implantável e pode ser utilizado em pacientes que se beneficiam do uso dos aparelhos auditivos convencionais.
A principal vantagem é que por ser implantado, o microfone fica dentro da cabeça, captando sons externos e anulando os internos, para que a pessoa não
escute os sons do próprio corpo. Por ser interno, a pessoa pode ouvir durante todo o dia, tomar banho, ir à piscina, praticar esportes e dormir ouvindo,
facilitando muito a vida dos usuários, principalmente m
ães de crianças pequenas. Além disso ele é invisível, entregando a comodidade de não ter nada externo. Ainda é uma tecnologia nova no Brasil e América
Latina, mas, temos tido cada vez mais procura pela solução”, explica Valéria Oyanguren, gerente clínica da Cochlear para a América Latina.

De acordo com otorrinolaringologista e membro titular da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial, Dr. Iulo Baraunas, apesar
dos aparelhos auditivos e o implante Carina terem a mesma função de amplificar o som, os aparelhos totalmente implantados funcionam sem a necessidade de
um componente externo pois tem um microfone receptor de som localizado abaixo da pele, o que faz com que atividades com água possam ser realizadas normalmente.

“Entre algumas vantagens da utilização do CARINA (tipo de prótese) estão a questão estética, que para alguns usuários é relevante, além de poder realizar
atividades na água e até mesmo durante a noite, ou seja, são 24 horas por dia com total audição”, comenta o especialista.

O médico explica que apesar do implante ser utilizado em pacientes com perdas condutivas, neurosensoriais ou mistas, também podem ser implantados em pessoas
com má formação nos ouvidos. “Há muito sucesso de reabilitação auditiva nesses pacientes, com especial atenção às perdas mistas, uma vez que esses pacientes
possuem muita dificuldade de adaptação aos aparelhos tradicionais. Em casos de má formação de ouvido ou pacientes que já realizaram cirurgias nos ouvidos
o implante é seguro e não causa danos à audição residual”, destaca.

No Brasil, ainda há poucos pacientes que realizaram o implante, porém, os que foram beneficiados garantem que há uma vida totalmente diferente após a cirurgia.
“Existe um Marcos antes do implante e outro após. Os sons são mais nítidos, tenho muito mais qualidade de vida e posso ter uma vida como a de qualquer
pessoa, sem me preocupar com o que não fazer por conta do aparelho. Simplesmente posso fazer tudo e indico para todos pacientes que queiram realmente escutar
melhor os sons do mundo”, finaliza.

Fonte: Assessoria

Imprimir Página

Enviar comentário

Comentários Facebook

 

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

ACESSIBILIDADE: Rondônia FM Cidadania

Eventos

  • Abertura da Olímpiada Rio 2016

  • Linha de cosméticos a base de óleos essenciais foi lançada na noite de ontem (1º) em Salvador

  • Ensaio Fotográfico de Renata Borba

  • Reunião do PSC em Porto Velho

  • 1º Encontro Arjore de Comunicação


Este site não se responsabiliza pelo conteúdo de terceiros citados aqui. A opinião dos colaboradores e dos leitores não necessariamente representa a opinião do Notícia na Hora. Os direitos de veiculação de artigos aqui publicados pertencem aos seus respectivos autores e nossos colaboradores.
A divulgação é permitida desde que citados os créditos.