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Rondoniense de 15 anos conquista resultado histórico para o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno de PyeongChang  

11/03/2018 - [10h:03m] - Esportes      Diminuir Aumentar

O rondoniense Cristian Ribera alcançou um resultado histórico para o Brasil na noite deste sábado, 10 (manhã de domingo, 11, na Coreia), nos Jogos Paralímpicos
de Inverno de PyeongChang. Em sua estreia, na disputa da prova de 15km do esqui cross-country sitting, o atleta terminou o percurso na 6ª colocação, com
46min35s02, deixando para trás atletas de países tradicionais em esportes de neve. O resultado é o melhor já conquistado por um brasileiro em Jogos de
Inverno Olímpicose Paralímpicos e, ainda, o melhor entre sul-americanos na história da competição paralímpica. A paranaense Aline Rocha também competiu
e terminou em 15º na disputa dos 12km entre as mulheres na mesma modalidade. Próximo brasileiro a entrar em ação na Coreia será André Cintra, do snowboard,
na noite deste domingo, 11, a partir das 22h30 (horário de Brasília). 
 
O ouro nos 15km masculino do cross-country ficou com o ucraniano Maksym Yarovyi, com 41min37s0. Completaram o pódio o norte-americano Daniel Cnossen (42min20s7)
e o sul-coreano Eui Hyun Sin (42min28s9). No total, 29 atletas participaram da disputa, que reuniu competidores com deficiência nos membros inferiores
e que usam o sit-ski.
 
“É inexplicável a sensação. A prova foi muito boa, me senti bem, escolhemos a estratégia certa, mantendo o ritmo constante e atacando nos momentos corretos.
Apesar de não ter sido top 5, fiquei entre os 10 primeiros, que era a minha meta principal. Agora vou ligar para minha mãe e agradecer cada centavo que
ela gastou comigo”, disse um sorridente Cristian após a prova.
 
O brasileiro foi o 16º atleta a largar - na disputa de longa distância, as largadas ocorrem a cada 30s. Durante todas as cinco voltas de 3km que teve que
percorrer, Cristian conseguiu manter um ritmo constante, figurando sempre entre os primeiros cinco colocados. Após os 10km, no entanto, acabou sofrendo
uma queda em umas das curvas na descida que o fez perder duas posições.
 
“Estava muito rápido e não consegui cravar o bastão. Acabei escorregando e ficando de lado, meio deitado. Mas me levantei rápido e recuperei para chegar
em 6º”, contou o atleta de apenas 15 anos, o mais jovem dos Jogos da Coreia. A performance de Cristian, esquiador de um país tropical e sem tradição na
neve, até fez o locutor do Alpensia Biathlon Centre chamá-lo de “a sensação brasileira.” O melhor resultado até agora entre atletas do país em Jogos Olímpicos
e Paralímpicos havia sido em 2006, com Isabel Clark, do snowboard, nos Jogos de Turim, na Itália.
 
O rondoniense de Cerejeiras, que ainda disputa outras três provas na Coreia, é fruto de uma parceira da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN)
com a Fundação Agitos, braço educacional do Comitê Paralímpico Internacional, com o objetivo de difundir e fomentar a prática do esporte no país. Há três
anos, em 2015, em uma das etapas do projeto, o atleta, na época com apenas 12, testou o sit ski. Em dezembro do ano passado, competiu oficialmente pela
primeira vez e, em fevereiro, na etapa da Copa do Mundo de Vuokatti, na Finlândia, garantiu a vaga masculina que pertencia ao Brasil nos Jogos. Cristian
nasceu com artrogripose – doença congênita das articulações das extremidades.
 
O próximo brasileiro a entrar em ação na Coreia do Sul será o snowboarder Andre Cintra, na noite deste domingo, 11, a partir das 22h30 (horário de Brasília).
O atleta, que também esteve nos Jogos de Sochi, na Rússia, há quatro anos, disputará a prova de snowboard cross. Na fase classificatória da competição,
os atletas descem a montanha sozinhos e os 16 mais rápidos avançam às oitavas. Nesta segunda etapa até a final, a disputa é head-head, ou seja, descem
dois snowboarders ao mesmo tempo. Quem vence a “corrida”, segue na disputa. A modalidade é exclusiva para deficientes físicos e divide os competidores
em três classes: duas para deficiências em membros inferiores (LL1 - do André – e LL2) e uma para membros superiores (UL).
 
“A diferença do André de 2014 para o André de agora é a experiência com a prótese, com a neve e com o esporte em si. Minha expectativa é superar meus resultados
anteriores. Acredito que tenho toda as condições por causa dos treinamentos que tenho feito”, afirma. Em Sochi, André terminou em 28º na disputa do cross.
 
Os Jogos da Coreia são o maior da história e reúnem 567 atletas de 48 países, mais os neutros. Além do esqui cross-country e do snowboard, estão no programa
nesta edição o biatlo, o esqui alpino, o curling em cadeira de rodas e o hóquei. No total, serão disputadas medalhas em 80 eventos até o dia 18. Todas
as competições têm transmissão ao vivo no site (
paralympic.org)
e no YouTube (ParalympicSportTV) do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, na sigla em inglês).
 

Fonte: Assessoria

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