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Suécia encerra investigações sobre Julian Assange por agressão sexual

19/05/2017 - [13h:25m] - Internacional      Diminuir Aumentar

A procuradoria da Suécia informou hoje (19) que as investigações sobre a acusação de agressão sexual contra Julian Assange, fundador do site WikiLeaks,
foram encerradas. Mesmo assim ele deve continuar a viver na embaixada do Equador em Londres, onde está há quase cinco anos, porque se voltar a Suécia,
a investigação pode ser reaberta – o crime de estupro só prescreverá em 2020.

Além disso, a polícia britânica tem uma mandato de prisão vigente contra ele. Portanto, se ele deixar a embaixada do Equador pode ser preso pela polícia
inglesa e extraditado para a Suécia e depois aos Estados Unidos. Assange também é acusado pela Justiça norte-americana de vazar documentos militares e
diplomáticos ultrasecretos.

Em uma entrevista à imprensa, a procuradora sueca Marianne Ny afirmou que não há como avançar nas investigações porque "todas as possibilidades foram esgotadas".

Assange tem 45 anos e vive como refugiado na embaixada equatoriana desde 2012. A interrupção das investigações sobre o crime de estupro, foi considerada
uma "vitória absoluta" para ele, pelo advogado que o representa, Per Samuelson. Mesmo assim, a defesa da mulher que acusa Assange informou à imprensa que
a acusação será mantida e que é um absurdo que um "estuprador não tenha que responder judicilamente pelo crime".

A mulher acusa Assange de tê-la estuprado em 2010. Ele nega o crime e alega que a denúncia faz parte de uma "estratégia" para que ele seja extraditado
à Suécia e depois aos Estados Unidos.

WikiLeaks

O WikiLeaks tornou público documentos confidenciais de operações militares norte-americanas no Iraque e no Afeganistão, em 2010, além de correspondências
diplomáticas. Os documentos e correspondências foram repassados ao site pela ex-agente norte-americana transgênero Chelsea Manning que ficou presa por
sete anos pelos vazamentos.

Assange prometeu que aceitaria ser extraditado aos Estados Unidos, caso Chelsea Manning fosse libertada, o que
ocorreu no começo da semana,
graças a um indulto concedido por Barack Obama, dias antes de ele deixar o cargo em janeiro.

Manning enfrentava depressão e tentou suicídio na prisão em duas ocasiões. Após a assinatura do indulto por Barack Obama, os advogados de Assange disseram
que ele não aceitaria de forma imediata a extradição, pois poderia ser preso.

A administração de Donald Trump não concordou com a libertação de Manning e já informou que a extradição de Assange é prioridade. O tema já foi discutido
entre Estados Unidos e Grã-Bretanha.
 

Fonte: Agência Brasil

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