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Chuva na Região Sul ficou abaixo da média com prejuízos para a agricultura

06/01/2012 - [11h:39m] - Economia e Negócios      Diminuir Aumentar

 

As chuvas que atingiram a Região Sul nos últimos dois meses ficaram abaixo

da média, informou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A estiagem

acarretou sérios prejuízos para a agricultura dos três estados. O governo de

Santa Catarina está adotando medidas emergenciais para amenizar a situação

dos agricultores, principalmente da região oeste, a mais atingida. Segundo

dados da Defesa Civil, 132 municípios estão no foco da estiagem, sendo que

44 já decretaram estado de emergência.

 

De acordo com o secretário da Agricultura em exercício, Airton Spies, será

garantido inicialmente o fornecimento de água às pessoas e animais e já estão

sendo mobilizados recursos para que as prefeituras façam o transporte até as

regiões críticas. O governo está fazendo o levantamento dos caminhões-pipa

disponíveis a fim de que sejam imediatamente deslocados para os municípios

atingidos. A orientação para os municípios é que tenham agilidade na

elaboração dos relatórios e documentos para que obtenham o seguro das

lavouras nas instituições financeiras.

 

O governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira, acompanhado do

secretário da Defesa Civil de Santa Catarina , Geraldo Althoff, do secretário

em exercício da Agricultura, Airton Spies, e do presidente do Centro de

Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia (Epagri), Luiz

Hessmann, vão visitar amanhã (6) os municípios mais atingidos para decidir

sobre as medidas emergenciais.

 

De acordo com o Epagri, não há previsão de chuva significativa para o oeste e

extremo oeste nas próximas horas. Amanhã, a nebulosidade aumenta e entre

sábado (7) e a próxima segunda-feira (9) há apenas condições de chuva típica

de verão, que pode receber reforço com a passagem de uma frente fria. Até o

próximo dia 16, as chuvas serão mal distribuídas e insuficientes para resolver

o problema da estiagem.

 

No Paraná, de acordo com o primeiro levantamento de perdas da safra de

verão 2011/12 divulgado hoje (5) pela Secretaria da Agricultura, estima-se até

agora uma redução de 2,55 milhões de toneladas de soja, milho e feijão que,

aos preços de hoje, significa prejuízo de R$ 1,52 bilhão. A quebra da produção

representa 11,5% da safra paranaense de grãos de verão, que era estimada

em 22,13 milhões de toneladas.

 

A produção de soja, inicialmente estimada em 14,15 milhões de toneladas, foi

reavaliada para 12,73 milhões, uma quebra em torno de 10%, o que

representa que cerca de 1,42 milhão de toneladas deixarão de ser produzidas.

Em valores financeiros, a perda chega a R$ 1,02 bilhão.

 

A área plantada com milho 1ª safra totaliza 938.335 hectares, 21% maior que

a cultivada no ano anterior. A expectativa era que a produção atingisse 7,4

milhões de toneladas, 21% acima do volume obtido na safra passada (6,1

milhões de toneladas). No entanto, devido à estiagem, passa a ser de 6,4

milhões de toneladas, o que representa redução de 14%, com uma quebra de

1,05 milhão de toneladas. Em valores financeiros, estima-se prejuízo de R$

379,7 milhões.

 

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul

(Emater/RS) divulga hoje, no fim da tarde, o relatório do Sistema de

Monitoramento das Condições das Culturas. A assessoria adiantou que a

estiagem afeta, em graus variados, todas as regiões, sendo os municípios

mais atingidas os que estão na metade norte do estado, especialmente

planalto, noroeste e Alto Uruguai. As culturas mais afetadas são o milho e o

feijão (1ª safra).

 

No caso do milho, as perdas são maiores porque o período de estiagem

coincide com a fase de pendoamento e formação de grãos. A orientação é que

os agricultores passem a escalonar as épocas de plantio e adotem formas de

reservar água na propriedade, seja para consumo humano, animal ou

irrigação.

 

Até agora, segundo a Defesa Civil, 47 municípios decretaram situação de

emergência e 29 estão em estado de alerta. Já são 282.861 as pessoas

atingidas, a maioria pequenos agricultores.

Fonte: G1

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