Segurança em cirurgias é um problema de saúde pública. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 234 milhões de cirurgias são realizadas globalmente por ano, com índices de 0.4 a 0.8% de mortes e 3 a 16% de complicações.
Estima-se que ao menos 1 milhão de mortes e 7 milhões de complicações ocorram todos os anos, mundialmente. E para mudar esse cenário, em junho de 2008 a OMS criou o “Surgical Safety Checklist (First Edition)”, que é o Checklist da Cirurgia Segura.
A proposta é avaliar algumas questões antes dos procedimentos cirúrgicos, com toda equipe já em sala e o paciente preparado. São feitas perguntas relevantes antes da anestesia, antes da incisão e antes do paciente deixar a sala, as quais são anotadas no documento Checklist do paciente, anexo ao prontuário. O procedimento visa garantir a integridade do paciente, da equipe médica e da instituição.

Em março de 2009 o Hospital Evangélico de Londrina (HE) adotou o Checklist da Cirurgia Segura em sua rotina. Após um período de “teste”, coordenado pela gerência de enfermagem e pelo médico anestesista Paulo Adilson Herrera, o documento foi personalizado às necessidades observadas durante as cirurgias, sendo acrescentados alguns itens em relação ao original, fornecido pela OMS. Assim, o HE passou a ser o primeiro hospital de Londrina e da região norte do Paraná a implantar o método.
Segundo Thays Dutra Chiarato, supervisora de enfermagem do Centro Cirúrgico do HE, após a adoção do método, observou-se uma melhor integração das equipes. “Com perguntas simples como “todos se conhecem na sala?”, por exemplo, o Checklist favoreceu a unidade entre médicos e profissionais da enfermagem, promovendo a humanização no processo cirúrgico”, conta Thays.
Há mais de 2 anos utilizando o Checklist, o HE tem tido bons retornos de pacientes que relatam sentirem-se seguros por ouvirem a “conferência dos dados” antes da anestesia.“Alguns depoimentos também mostram o valor do método para a condição emocional do paciente. Sentir-se tranquilo, avaliar que a equipe está comprometida com seu bem estar, saber que será operado pelo motivo certo, no local certo, dentre outros fatores, contribuem positivamente no tratamento”, relata a supervisora.
Dados da OMS registram que após a introdução do 'piloto' nas cidades de Toronto-Canadá, Londres-Reino Unido, Amã-Jordânia, Seattle-Estados Unidos, Nova Delhi-Índia, Manila-Filipinas, Auckland-Nova Zelândia e Ifakara-Tanzânia, o Checklist reduziu em um terço a taxa de complicações pós-operatórias e mortes.
Apoiado por mais de 300 instituições no mundo todo, ao menos 3 países já se comprometeram a adotar o programa em todas as salas cirúrgicas. Para Thays, trabalhar a cultura do hospital, sensibilizando os profissionais de saúde, é tão importante quanto a implantação do Checklist. “Intensificamos as ações para manter a equipe consciente e atualizada, considerando ainda os novos colaboradores que ingressam no setor, garantindo, cada vez mais, qualidade no atendimento”, conclui.
Fonte: Adriana Marques - Comunicação AEBEL
Artigos
Destaques Políticos
Política
O Congresso demonstrou firmeza contra o trabalho escravo, comemora João Arruda
Política
Política
Cultura - Educação e Tecnologia
Cesar Filho presta homenagem a Nivaldo Krüger durante lançamento de livro na Alep
Política
Editorias
Colunistas
Notícia na Hora
Editor Chefe