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Conheça Prudentópolis, a terra das cachoeiras gigantes

11/01/2012 - [10h:11m] - Cultura - Educação e Tecnologia      Diminuir Aumentar

Conhecida como a ‘terra das cachoeiras gigantes’, Prudentópolis, situada na região centro-sul do Paraná, tem mais de cem cachoeiras catalogadas em todo o seu território. As quedas variam entre 80 e quase 200 metros de altura. O Salto São Francisco é considerado o maior do Sul do Brasil com 196 metros de altura. Prudentópolis também se destaca na produção de feijão preto, mel e 'cracóvia', um tipo de salame feito de carne suína. 

 

A cidade apresenta um grande número de imigrantes ucranianos que se instalaram na região. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos pouco mais de 48 mil habitantes, 70% são ucranianos.

Prudentópolis possui arquitetura moderna, com várias construções que lembram os imigrantes. O nome é uma homenagem ao ex-presidente Prudente de Morais.

Cachoeiras gigantes

Os rios São João, dos Patos e Ivaí formam as mais de cem cachoeiras da cidade. A mais próxima está a 12 quilômetros do Centro - o Salto Manduri - e fica dentro do Recanto Rickli. O trajeto até o recanto é de aproximadamente oito quilômetros de asfalto e o restante por estradas de chão.

O espaço tem lanchonete, piscina, churrasqueiras e área de camping. A entrada para visualização da cachoeira, que tem 100 metros de comprimento e 34 de altura, custa R$ 2. Para os outros serviços são cobradas taxas diferenciadas, a utilização da piscina, por exemplo, custa R$ 5.

"Posso dormir com o barulhinho da cachoeira", diz Everton.  (Foto: Adriana Justi / G1)"Todos os dias eu deito e fico ouvindo o barulhinho
da cachoeira",  diz Everton (Foto: Adriana Justi / G1)

"Eu moro e trabalho aqui há seis anos. Para mim é maravilhoso, além de atrair muitos turistas, todos os dias eu deito e fico ouvindo  o barulhinho da cachoeira. É uma terapia para refrescar a mente", disse o porteiro Everton Carlos de Almeida.

Quem vai visitar o Salto Manduri não pode deixar de conhecer o Salto Barão do Rio Branco, que fica a um quilômetro de distância. São 64 metros de queda livre e é a cachoeira que possui maior volume de água. Para poder visualizá-la por inteiro o turista tem que descer cerca de 400 degraus de escada de ferro. O cansaço compensa, principalmente se a beleza das quedas estiver acompanhada do arco-íris, que "aparece de vez em quando, normalmente quando a gente está com sorte", segundo o condutor de turismo Djulian Standler Costa.

 

Durante o trajeto entre as cachoeiras, em uma propriedade simples, encontramos dona Luiza Prusnal. Ela faz parte de uma segunda geração de ucranianos e mora ao lado do Salto São Sebastião, Salto Molote e Salto do Miguel, que ficam a 28 quilômetros da cidade.

Dona Luiza  (Foto: Adriana Justi / G1)Dona Luiza faz parte da segunda geração de
uma família de ucranianos (Foto: Adriana Justi / G1)

"Quando cheguei aqui, há mais de 30 anos, eu morria de medo porque era tudo muito feio (...), cheio de mato, ninguém podia nem enxergar as cachoeiras", contou.

"Com o tempo eu fui abrindo e clareando. Hoje, muita gente passa para ver essas belezas da natureza. São muito lindas. Eu sou pobre porque vivo em uma casinha muito simples, mas sou rica porque posso ver todo dia essas maravilhas que Deus nos proporcionou", acrescentou emocionada a moradora.

O Salto São Sebastião tem cerca 120 metros de altura e apresenta pouco volume de água. Para chegar próximo é necessário caminhar por uma trilha por cerca de 45 minutos. Os saltos Miguel e Molote são menores e mais fáceis de serem visualizados.

Fonte: G1

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