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Criança é intoxicada por chumbinho em centro de saúde municipal do Paraná

21/12/2011 - [21h:54m] - Geral      Diminuir Aumentar

 

Uma criança de três anos que foi internada no Centro Médico Municipal de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, foi intoxicada por chumbinho. Ela foi hospitalizada por ingerir naftalina e depois da lavagem gástrica uma dose de carvão ativado deveria ter sido administrada na criança para neutralizar o efeito do produto químico, mas dentro do frasco havia chumbinho, que é um inseticida vendido irregularmente como raticida.

A criança foi encaminhada para o Hospital Waldemar Monastier, também em Campo Largo, e ficou três dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Uma semana depois, em 6 de dezembro, recebeu alta e passa bem.

De acordo com o diretor técnico da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Largo, Kengi Itinose,  foi aberto um processo de investigação para averiguar o ocorrido. Itinose afirmou que não houve erro técnico. Havia um frasco escrito carvão ativado que não correspondia ao padrão dos existentes no centro médico. “Não posso dizer se foi acidental ou intencional”, declarou  o diretor. Ele enfatizou que é preciso descobrir como o chumbinho foi parar dentro do centro médico.

A lavanderia do Centro Médico de Campo Largo  foi um dos setores interditados pela vigilância sanitária (Foto: Divulgação/ Secretaria Estadual de Saúde do Paraná)A lavanderia do Centro Médico de Campo Largo foi
um dos setores interditados pela vigilância sanitária
(Foto: Divulgação/ Secretaria Estadual de Saúde
do Paraná)

Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde (Sinan), entre 2010 e 2011 foram registrados 245 casos de intoxicação por chumbinho em humanos no Paraná e dez pessoas morreram. A maior parte das incidências está na Região Metropolitana de Curitiba, com 129 notificações.

O caso levou as vigilâncias municipal e estadual de saúde a inspecionar o centro médico. Os agentes foram até o local e apesar de não encontrarem amostras do chumbinho, interditaram os setores de pediatria, lavanderia, central de materiais e posto de enfermagem.

Nestes locais há problemas estruturais como leitos enferrujados, paredes que necessitam de pintura e inadequação dos banheiros. Na central de materiais, por exemplo, descobriu-se que os equipamentos utilizados para esterilização estão ultrapassados. Em alguns casos, em desacordo com a regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Secretaria Municipal de Saúde deve apresentar um cronograma para o início das obras de adequação no final de janeiro. O centro médico será liberado apenas após todas as exigências serem atendidas. Na avaliação de Itinose, o atendimento ao publico não estará comprometido neste período. Segundo ele, os adultos continuam sendo atendidos no local e as crianças são encaminhadas para o Hospital Waldemar Monastier.

Fonte: G1

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