Conduzidas pela equipe do deputado Paranhos (PSC) – ex-presidente da CPI dos Leitos do SUS – as investigações mostram contradições graves no caso do bebê, de apenas três meses (idade à época dos acontecimentos), que teve parte da perna direita amputada em setembro do ano passado no Hospital Pequeno Príncipe, de Curitiba, onde já teria chegado, segundo revelam depoimentos e documentos, com risco de vida e quadro de necrose na perna direita, oriundo do Hospital Regional do Litoral (HRL).
Contendo depoimentos, farta documentação dos três hospitais onde o bebê recebeu atendimento, e os prontuários médicos, o relatório mostra, com detalhes, indícios de que as complicações que resultaram na amputação da perna da criança tiveram origem no procedimento denominado “punção intra-óssea no membro inferior direito” (como está descrito no prontuário obtido pela família), realizada no HRL. Há documentos consistentes atestando que o procedimento, utilizado como única alternativa para salvar a vida da criança - vítima que um quadro grave de desidratação -, só tenha sido retirado após observadas as complicações, segundo o que está registrado nos prontuários dos dias 13 e 14 de setembro.
O relatório produzido pela equipe que atuou na CPI dos Leitos do SUS revela ainda que há contradições entre as afirmações dos médicos e diretores do HRL e o que consta nos prontuários do próprio hospital. Nos depoimentos colhidos, a equipe médica diz que “não sabia do problema e que a necrose só foi constatada em Curitiba”. Entretanto, no prontuário do próprio hospital, no dia 13, há o seguinte registro: “... observado cianose em pé D, e começando na perna...”. No prontuário do dia 14, outra observação indicava a gravidade do caso: “... MID com presença de cianose e necrose em pé...”. Portanto, fica evidente que o quadro de necrose já havia sido diagnosticado em Paranaguá, antes da transferência para o Hospital Angelina Caron, no dia 15 e, para o Pequeno Príncipe, também no dia 15 de setembro, onde a cirurgia de amputação foi realizada.
Ao receber o documento, o procurador geral informou que já há um inquérito policial aberto para apurar o caso e que “o relatório irá contribuir para agilizar as investigações, agora conduzidas também pelo Ministério Público”. Ainda segundo Olympio de Sá Sotto Maior Neto, é fundamental que esses casos sejam investigados e que uma resposta convincente seja dada à sociedade paranaense.
Fonte: Assessoria
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