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Docente da Universidade Estadual de Londrina atuará em comitê da ONU

13/01/2012 - [13h:13m] - Espaço Acadêmico      Diminuir Aumentar

 

Uma professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), atuará, a partir deste ano, na Organização das Nações Unidas (ONU), como membro do Comitê Revisor dos Poluentes Orgânicos Persistentes, ou como é conhecido, POPs. Trata-se da docente Estefânia Gastaldello Moreira, do Departamento de Ciências Fisiológicas.

O Comitê é composto por 31 integrantes, indicados pelos governos de 151 países. E conta com cinco representantes dos países da América Latina e Caribe. Com indicação do governo federal, a professora da UEL é a única brasileira no grupo, com mandato até 2016.

 

Divulgação/Agência UEL de Notícias

Docente da Universidade Estadual de Londrina atuará em comitê da ONU. Divulgação/Agência UEL de Notícias

Professora Estefânia é a única brasileira a fazer parte do

comitê; esta é a primeira vez que alguém da área

acadêmica é selecionada para integrar o grupo

O objetivo do comitê é de proteger a saúde humana e o ambiente, auxiliando os governos na avaliação e classificação de susbstâncias químicas conhecidas como POPs. As quatro características do POPs são persistência (se degradam muito lentamente no ambiente), capacidade de se bioacumularem (permanecem no organismo por longo tempo), toxicidade (podem induzir efeitos nocivos ao organismo), capacidade de se deslocarem por longas distâncias quando estão no ambiente. Alguns exemplos de substâncias que já foram classificadas como POPs incluem alguns agrotóxicos, como DDT, endossulfano, sulforamida e alguns resíduos químicos industriais.

 

De acordo com Estefânia Moreira, os membros do comitê são pessoas com conhecimento técnico para avaliar se a substância química sugerida é realmente um POP. Ela explica que o comitê encaminha parecer para outras instâncias da ONU, no caso de avaliação positiva. Uma vez classificada como POP, a substância deixará de ser produzida, comercializada e utilizada pelos 151 países signatários da Convenção de Estocolmo. "O trabalho dos integrantes do Comitê é muito criterioso", destacou.

É a primeira vez que o governo brasileiro indica para o Comitê, uma representante da área acadêmica. Na avaliação da professora, além do contato com pesquisadores renomados de outros países, a atuação no comitê é a oportunidade de contribuir para a regulação dessas substâncias químicas no mundo.

Estefânia já participou como ouvinte, em outubro do ano passado, da reunião anual do comitê, em Genebra, na Suíça. Ela contou que também participaram da reunião, como observadores, representantes de agências governamentais internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

Especialista em Toxicologia, Estefânia é professora de Farmacologia e vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UEL e ainda integra o quadro de professores da Instituição que ministram aulas em Brasília, no Mestrado Profissional em Toxicologia Aplicada à Vigilância Sanitária, que capacita técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Fonte: O Diário . Com

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