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Homens de Apucarana realizam manifesto a não violência contra a mulher

05/12/2011 - [09h:37m] - Direito e Justiça      Diminuir Aumentar

Com saída da Praça Semiramis Braga (Praça do Clube 28) e chegada na Praça Rui Barbsosa, sede da Catedral Nossa Senhora de Lourdes, a Secretaria da Mulher e Assuntos da Família da Prefeitura de Apucarana realizou na manhã de sábado (03/12), uma caminhada pelo fim da violência contra a mulher. O diferencial foi a participação.

Dentro da programação alusiva à “Campanha Brasileira do Laço Branco”, a iniciaitiva marcou o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo fim da Violência contra as Mulheres, consagrado pela Lei Federal 11.489/07. Na ocasião, dezenas de homens, juntamente com as servidoras da Secretaria da Mulher, realizaram um manifesto público de repúdio a todo o tipo de violência, em especial a de gênero.

Realizada em nível mundial, a Campanha Brasileira do Laço Branco teve o objetivo de sensibilizar, envolver e mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra a mulher. “É uma atividade desenvolvida todos os anos em consonância com as ações dos movimentos organizados de mulheres e de outras representações sociais que buscam promover a eqüidade de gênero, através de ações em saúde, educação, trabalho, ação social, justiça, segurança pública e direitos humanos”, disse Eloisa Franciscon Fernandes, secretária Municipal da pasta.

Ela destacou que o ato também integra a campanha “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher”, que conta com apoio da Secretaria de Estado da Segurança Pública, Pastoral Afro Brasileira e MACONE – Movimento Apucaranense da Consciência Negra.

A história

O Dia Internacional da Não Violência contra as Mulheres é marcado pelo massacre de mulheres em Montreal, no Canadá, no dia 6 de dezembro de 1.989, no qual Marc Lepine, invadiu armado uma sala de aula da Escola Politécnica, ordenou que os 48 homens presentes se retirassem da sala, permanecendo no recinto somente as mulheres. Lepine atirou e assassinou 14 mulheres à queima roupa. Em seguida, suicidou-se.

Em uma carta deixada por ele, justificava seu ato dizendo que não suportava a idéia de ver mulheres estudando Engenharia, um curso tradicionalmente voltado para os homens. O massacre tornou-se símbolo da injustiça contra as mulheres e inspirou a criação da Campanha do Laço Branco.

Serviço

Mais informações sobre a rede de atenção à mulher com a Secretaria da Mulher e Assuntos da Família na Rua Osvaldo Cruz, 1.519 ou pelo telefone 3422-4479.

Fonte: Assessoria

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