Moradores e comerciantes do bairro Mercês, em Curitiba reclamam da falta de segurança na região. Até há pouco tempo, o local era conhecido como um dos lugares mais calmos da cidade.
Ronaldo Colaud tem uma farmácia na Avenida Manoel Ribas, uma das poucas que têm movimento mais intenso. Segundo Ronaldo, o estabelecimento já foi assaltado cerca de 10 vezes. Em uma delas, conta, os assaltantes entraram armados, levaram o dinheiro do caixa e saíram a pé.
Outra comerciante decidiu trancar a porta da loja depois de sofrer vários assaltos. Para entrar na loja de Cláudia Costa os clientes precisam tocar uma campainha. Embora a decisão tenha diminuído os roubos no comércio dela, na semana do Natal, um casal de clientes foi assaltado em frente à loja, enquanto observavam as vitrines. “Entrou uma moto, já deram voz de assalto e levaram o dinheiro que eles haviam retirado do banco. As pessoas ficaram nervosas, entraram na loja e não sabiam o que fazer”, conta.
Linda Bremer mora nas Mercês há 76 anos. Ela conta que o bairro era “maravilhoso”. Segundo ela, agora é impossível andar pelas ruas. A moradora avalia que faltam policiais nas ruas.
Também morador do bairro, Otaviano Cardoso conta que ele e a família já foram vítimas dos bandidos. “Eu fui sequestrado aqui, meu filho já foi assaltado duas vezes, meus vizinhos foram assaltados, meu prédio foi assaltado. O nosso bairro deixou de ser tranquilo”, reclama.
O G1 procurou a Polícia Militar, que destacou diversos fatores que tornam complexo o combate
à criminalidade, como os fatores sociais, de renda, cultural, além de um dinamismo. A tenente Esperança Minervini acredita que o problema nas Mercês se deve a uma migração dos criminosos. Ela cita a ação policial reforçada no bairro Parolin como uma das razões. "A criminalidade que lá existia migra para outros locais, que até então eram conhecidos como bairros tranquilos", disse.
Minervini afirmou que nos próximos dias a PM deve se reunir com lideranças da região para traçar um plano de ação para coibir os assaltos. "Vamos intensificar o policiamento com um Módulo Policial Móviel, a adequação dos roteiros das equipes de policiais, além de operações da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam)".
A tenente ressalta, contudo, que é preciso uma colaboração da comunidade para que esse tipo de ação seja efetiva. Com o aumento de policiais nas ruas, as abordagens de veículos e revistas pessoais também deve crescer. "A pessoa deve atender prontamente. Deve seguir a orientação do policial e após ser afastado qualquer risco, vai ser oportunizada a explicação", explicou.
Fonte: G1
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