Conforme apurado pelos promotores de Justiça Josilaine Aleteia de Andrade e Juscelino José da Silva, autores da denúncia, os três médicos são sócios da "Clínica Bemaser", que funciona dentro do Hospital Filadélfia, e também fazem parte do corpo clínico do hospital, que atendia pelo SUS. No entanto, vinham cobrando "por fora" pelas consultas psiquiátricas que realizavam pelo Sistema Único. Segundo os promotores, pelo menos 77 consultas teriam sido cobradas pelos médicos, em valores que variam de R$ 130 a R$ 150 cada. "Mas o número de pessoas prejudicadas pode ser muito maior, pois o Filadélfia era hospital referência para diversas cidades das regiões Oeste e Sudoeste, como Cascavel, Toledo, Palotina, Assis Chateaubriand, São Miguel do Iguaçu, Mangueirinha, entre outras.", explica a promotora de Justiça.
Na ação, que tramita na Vara Criminal de Marechal Cândido Rondon, o Ministério Público pede que os denunciados sejam condenados pela prática do crime de corrupção passiva e que também sejam obrigados a ressarcir os prejuízos que causaram, tanto moral quanto materialmente. Para isso, a Justiça determinou a indisponibilidade de bens dos denunciados no valor total de R$ 10 mil. Dividindo a responsabilidade, cada médico teve, liminarmente, o valor de R$ 3.333 reais bloqueado pela Justiça.
A Promotoria de Justiça orienta as pessoas que foram atendidas pelos médicos e que, eventualmente, tenham sido cobradas pela consulta, que procurem uma delegacia ou o Ministério Público, na comarca mais próxima de sua residência.
Fonte: BONDE.COM.BR
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