A Cocepeve protocolou ação, no dia 21 de dezembro de 2011, acusando a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e as cooperativas de reciclagem já contratadas pelo município (Cooprelon e a Coopersil), de terem cometido ato de improbidade administrativa. A ação, com 62 páginas tramita na 2ª Vara da Fazenda Pública de Londrina. Segundo a advogada da Cocepeve, Ciliane Carla Sella, a companhia teria privilegiado os recicladores das duas cooperativas e negado benefícios aos catadores da Cocepeve. A ação, segundo ela, tem o objetivo de anular os processos de contratação das duas entidades.
Os advogados também solicitam explicações sobre recursos recebidos pelo município da Fundação Banco do Brasil. A atual administração teria recebido $ 800 mil para construir 16 barracões de reciclagem em Londrina, mas isso não foi feito. "Não se sabe quais foram as sanções aplicadas à construtora contratada responsável por um procedimento que não foi feito. As explicações já foram solicitadas pelo Ministério Público e, agora, entramos com a ação na Justiça também pedindo a justificativa", destacou Ciliane em entrevista à rádio CBN Londrina.
Apesar da ação judicial, a presidente da Cocepeve, Sandra Araújo Barro, disse que vai assinar o contrato proposto pela companhia. Ela aguarda um novo posicionamento da CMTU, sobre a delimitação dos locais que vão ser atendidos pela cooperativa. A recicladora criticou o fato do município 'culpar' a Cocepeve pelo trabalho mal feito pelas outras duas cooperativas. "Eles tentaram parar a gente de todas as maneiras, mas não conseguiram. Vamos aceitar o contrato, mas queremos ser tratados da mesma forma que os outros recicladoras", afirmou.
Por meio da assessoria de imprensa, a CMTU informou que ainda não foi notificada sobre a ação judicial. Já sobre o contrato com a Cocepeve, a companhia comunicouque só vai se manifestar sobre o assunto após a formalização do acordo.
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