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Seguros de automóveis podem ficar 20% mais caros no Paraná

21/01/2012 - [13h:02m] - Economia e Negócios      Diminuir Aumentar

 

Aumento de até 20% em relação ao valor de 2011. É o que os donos de veículos podem encarar na hora de fazer ou renovar o seguro dos automóveis. De acordo com o Sindicato das Empresas de Seguros Privados, de Resseguros, de Previdência Complementar e de Capitalização nos Estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul (Sindseg – PR/MS), o índice de reajuste em 2012 oscila entre 5% e 20%, dependendo da operadora e do perfil do cliente.

Rafael Silva

Rodrigo Françozo; sem seguro por causa dos 
custos altos

O diretor executivo do sindicato, Ramiro Fernandes Dias, afirmou que as seguradoras associadas atribuem a porcentagem ao elevado número de furtos e roubos de veículos em 2011 e à baixa recuperação, em torno de 30%. Outro motivo é o crescimento da frota. Quanto mais veículos rodam, maior o risco de eles se envolverem em acidentes. 

"A nova tabela não considera a inflação do período. A conta inclui o que chamamos de linha de tendência, como em quanto está o volume das indenizações por furto e acidentes. Neste momento a tendência é de alta e isto vai refletir no ajuste do preço do seguro sim", explicou Dias.

E é exatamente o custo que o comerciante Rodrigo Françozo, 26 anos, considerou antes de decidir não fazer seguro do automóvel. "Acho muito caro, além de a franquia ser alta. Então você paga um valor alto e, se precisa, acaba tendo que tirar mais dinheiro do bolso. Até acho importante, mas para mim não compensa. Uso o carro para ir ao trabalho e voltar e sempre deixo em garagem fechada, com alarme e travas acionados", revelou.

A tia de Rodrigo, Dirce Françozo, 62, está com o seguro de um dos carros vencido porque está vendendo o automóvel. "Paguei certinho por 5 anos e indico a todos. Usei a assistência técnica da companhia algumas vezes. E o melhor era a tranquilidade da cobertura em danos causados a terceiros. Vale a pena." 

O gestor de negócios de uma corretora maringaense, Edivaldo Ribeiro, diz que o valor a ser pago depende muito do perfil do cliente. Com a manutenção das características do condutor e do carro de 2011 a 2012, a média de aumento no preço do seguro está em cerca de 10%. A procura por seguros nesta seguradora cresceu proporcionalmente ao aumento de 7,4% da frota do município.

DEMOCRÁTICO


“O seguro vai ser caro para 
os jovens, independente do 
sexo”

Ricardo Vieira Auseq
Delegado regional do
Sincor-PR

Para o delegado regional do Sindicato dos Corretores de Seguros e de Capitalização do Paraná (Sincor-PR), Ricardo Vieira Auseq, a tendência de alta também sofre influência das fraudes no setor. "Aquelas pessoas que simulam roubo ou invertem a culpa do acidente para ajudar aquele que não tem seguro, se esquecem que, com isto, prejudicam a coletividade. As fraudes são pagas por todos os clientes daquela operadora", explicou.

Mesmo com as interferências externas, o representante do Sincor lembra que na hora de fazer um seguro ou renovar, o perfilamento – personalização de acordo com hábito de uso – é o que define os valores. Ele enumera os itens mais comuns que costumam encarecer a apólice: o fato de o carro ser novo, a utilização por jovens solteiros de até 30 anos, por pessoas do sexo masculino, utilização comercial e sinistros.

Segundo Auseq, o fato de as mulheres pagarem menos têm se tornado um "mito" entre os clientes. Apesar de geralmente se envolverem menos em acidentes e naqueles menos graves, elas estão à mercê das mesmas regras. Quanto mais jovens, maior o valor do seguro. "Até os 30 anos, por exemplo, é uma idade crítica. O seguro vai ser caro para os jovens, independente do sexo".

SERVIÇO

As variáveis do perfilamento do cliente que deixam o seguro...

Mais caro:

  • Veículo zero
  • Carro esportivo
  • Carro com alto índice de furto, como Gol (VW) e Uno (Fiat)
  • Motorista jovem (25 a 30 anos), especialmente se for homem
  • Motorista solteiro
  • Motorista que já precisou acionar o seguro
  • Carro utilizado por pais e filhos jovens
  • Cobertura de mais de 100% da tabela Fipe, utilizada como referência de preço
  • Tecnologia do veículo, por encarecer o conserto e troca de peças, como carros com ar-condicionado
  • Má conservação do veículo
  • Opção por carro reserva em caso de necessidade e o tempo escolhido
  • Uso comercial e quilometragem média diária alta

Mais barato:

  • Carros usados por condutores de meia idade
  • Carro guardado em estacionamento
  • Carro com alarme
  • Motorista com tempo de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) - A partir de 5 ou 10 anos, algumas operadoras oferecem desconto
  • Determinar o usuário de cada veículo quando se tem mais de um na residência,
  • Escolha de seguradora especializada para o tipo de carro que se tem - especializadas em veículos importados têm preços melhores para este tipo de carro
  • Valor da franquia - o valor desembolsado pelo motorista quando ocorre sinistro. Quanto maior o valor escolhido, maior o desconto na contratação

Fonte: O Diário . Com

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