Aumento de até 20% em relação ao valor de 2011. É o que os donos de veículos podem encarar na hora de fazer ou renovar o seguro dos automóveis. De acordo com o Sindicato das Empresas de Seguros Privados, de Resseguros, de Previdência Complementar e de Capitalização nos Estados do Paraná e do Mato Grosso do Sul (Sindseg – PR/MS), o índice de reajuste em 2012 oscila entre 5% e 20%, dependendo da operadora e do perfil do cliente.
Rafael Silva
Rodrigo Françozo; sem seguro por causa dos
custos altos
O diretor executivo do sindicato, Ramiro Fernandes Dias, afirmou que as seguradoras associadas atribuem a porcentagem ao elevado número de furtos e roubos de veículos em 2011 e à baixa recuperação, em torno de 30%. Outro motivo é o crescimento da frota. Quanto mais veículos rodam, maior o risco de eles se envolverem em acidentes.
"A nova tabela não considera a inflação do período. A conta inclui o que chamamos de linha de tendência, como em quanto está o volume das indenizações por furto e acidentes. Neste momento a tendência é de alta e isto vai refletir no ajuste do preço do seguro sim", explicou Dias.
E é exatamente o custo que o comerciante Rodrigo Françozo, 26 anos, considerou antes de decidir não fazer seguro do automóvel. "Acho muito caro, além de a franquia ser alta. Então você paga um valor alto e, se precisa, acaba tendo que tirar mais dinheiro do bolso. Até acho importante, mas para mim não compensa. Uso o carro para ir ao trabalho e voltar e sempre deixo em garagem fechada, com alarme e travas acionados", revelou.
A tia de Rodrigo, Dirce Françozo, 62, está com o seguro de um dos carros vencido porque está vendendo o automóvel. "Paguei certinho por 5 anos e indico a todos. Usei a assistência técnica da companhia algumas vezes. E o melhor era a tranquilidade da cobertura em danos causados a terceiros. Vale a pena."
O gestor de negócios de uma corretora maringaense, Edivaldo Ribeiro, diz que o valor a ser pago depende muito do perfil do cliente. Com a manutenção das características do condutor e do carro de 2011 a 2012, a média de aumento no preço do seguro está em cerca de 10%. A procura por seguros nesta seguradora cresceu proporcionalmente ao aumento de 7,4% da frota do município.
DEMOCRÁTICO
“O seguro vai ser caro para
os jovens, independente do
sexo”
Ricardo Vieira Auseq
Delegado regional do
Sincor-PR
Para o delegado regional do Sindicato dos Corretores de Seguros e de Capitalização do Paraná (Sincor-PR), Ricardo Vieira Auseq, a tendência de alta também sofre influência das fraudes no setor. "Aquelas pessoas que simulam roubo ou invertem a culpa do acidente para ajudar aquele que não tem seguro, se esquecem que, com isto, prejudicam a coletividade. As fraudes são pagas por todos os clientes daquela operadora", explicou.
Mesmo com as interferências externas, o representante do Sincor lembra que na hora de fazer um seguro ou renovar, o perfilamento – personalização de acordo com hábito de uso – é o que define os valores. Ele enumera os itens mais comuns que costumam encarecer a apólice: o fato de o carro ser novo, a utilização por jovens solteiros de até 30 anos, por pessoas do sexo masculino, utilização comercial e sinistros.
Segundo Auseq, o fato de as mulheres pagarem menos têm se tornado um "mito" entre os clientes. Apesar de geralmente se envolverem menos em acidentes e naqueles menos graves, elas estão à mercê das mesmas regras. Quanto mais jovens, maior o valor do seguro. "Até os 30 anos, por exemplo, é uma idade crítica. O seguro vai ser caro para os jovens, independente do sexo".
SERVIÇO
As variáveis do perfilamento do cliente que deixam o seguro...
Mais caro:
Mais barato:
Fonte: O Diário . Com
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