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Servidores da UFPR decidem pela continuidade da greve e agora prometem radicalizar

30/08/2011 - [17h:03m] - Espaço Acadêmico      Diminuir Aumentar

 

Mesmo com a retomada das atividades pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), os servidores técnico-administrativos da instituição pretendem continuar em greve até que suas reivindicações sejam atendidas pelo governo federal. Esta foi a decisão tomada em assembleia da categoria durante a manhã desta terça-feira (30). Além da manutenção da greve, os trabalhadores também deliberaram a respeito de outras ações para pressionar o governo federal a atender suas reivindicações.
 
“Vamos partir para ações mais radicais neste momento. Amanhã faremos uma passeata e também estamos programando um ato para acontecer durante a Feira de Profissões da universidade, que está próxima, mas não podemos dar mais detalhes por enquanto porque é segredo”, conta o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Paraná (Sinditest), Antônio Néris de Souza.
 
A manifestação desta quarta-feira (31) acontece a partir das 10h e sai da Praça Santos Andrade em direção à Boca Maldita. Na quinta-feira (1º), a categoria se reúne novamente em assembleia para deliberar a respeito do resultado das negociações com o governo federal, que acontecem em Brasília nesta terça-feira e agora contam com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT). “Vamos avaliar se o resultado dessa reunião foi positivo e pensar nos próximos passos”, explica Souza.
 
Abertura do RU
 
Depois da assembleia da categoria, durante a manhã desta terça-feira, parte dos servidores seguiu para o Restaurante Universitário (RU) do Centro Politécnico, onde as atividades seriam retomadas durante o horário de almoço. “Liberamos as catracas para que nenhum aluno tivesse que pagar para receber a refeição”, conta Souza. Segundo o vice-presidente do Sinditest, apesar da ação do sindicato, não houve confusão no local porque poucos alunos estavam no local devido à chuva.
 
Com o retorno de suas atividades, o restaurante passa a funcionar somente com funcionários terceirizados. Para Souza, a decisão da UFPR em retomar parte das atividades nesta segunda-feira (29) é completamente inviável e os alunos devem sair perdendo com isso. “Os estudantes não vão ganhar nada porque os técnicos continuam em greve e está tudo pela metade, é uma retomada de mentira”, opina. A UFPR foi procurada pela reportagem de O Estado para comentar o assunto, mas não deu retorno até o momento.

Fonte: PARANÁ ON-LINE

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