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Taxistas são indiciados sob acusação de participar da fraude dos taxímetros

27/01/2012 - [11h:21m] - Direito e Justiça      Diminuir Aumentar

Dois táxis foram apreendidos pela Delegacia de Crimes Contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon) durante a semana e os proprietários indiciados por suspeita de participarem de uma fraude dos taxímetros em Curitiba. Os veículos foram encaminhados ao Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem) para perícia. 

De acordo com investigações, em um dos táxis apreendidos o taxímetro estava com dispositivo em um lugar não visível e também alterava o valor da corrida em 30%. Segundo a polícia, a marca fraudada B&P e o taxímetro é do modelo TKS 56. 

O delegado Jairo Estorilio, da Delcon, afirmou que aumentar o valor da corrida em 30% é permitido somente quando o táxi faz um percurso que o leve o passageiro de Curitiba até outro município. A diferença pode ser cobrada a título de taxa de retorno. 

O sistema está sendo investigado por policiais da Delcon, por agentes da Urbanização de Curitiba (Urbs), órgão da prefeitura da capital que administra o transporte coletivo e individual de passageiros, e por fiscais do Ipem. 

Em depoimento, o fabricante dos taxímetros fraudados comentou que tentou retirá-los do mercado, no entanto, ainda restam outros 195 aparelhos que podem estar com dispositivo irregular. 

Os proprietários dos táxis apreendidos e a proprietária da empresa que fabrica e instala os taxímetros foram indiciados por estelionato e devem responder inquérito em liberdade. 

NOTIFICAÇÃO - O Ipem vai enviar uma notificação por correio para que os proprietários que têm esses taxímetros se apresentarem juntamente com os veículos. Os taxistas que não se apresentarem serão indiciados por estelionato. 

Para a próxima semana, o Ipem vai realizar uma vistoria em 195 taxímetros de Curitiba. A inspeção foi solicitada pela Urbs. O Instituto fará uma vistoria e uma inspeção nos 195 taxímetros utilizados na frota de táxi de Curitiba por meio de convocação individual para que os motoristas compareçam em data pré-fixada e os instrumentos sejam avaliados. 

A investigação realizada pela Urbs, com apoio da Delegacia do Consumidor, começou quando os agentes localizaram uma peça adicional no taxímetro de um dos veículos, que possibilitava o aumento da tarifa em até 30%. 

O equipamento que era acionado manualmente pelo motorista foi encontrado apenas de um fabricante, para a qual foi solicitada a inspeção. “Os equipamentos passarão por avaliação técnica”, disse o diretor-presidente do Ipem, Rubico Camargo. 

Ele afirmou que os fabricantes de taxímetros submetem previamente ao Inmetro os instrumentos, que devem ser aprovados pelo órgão federal. “Após a prévia aprovação os taxímetros recebem o selo, um lacre e são instalados. O Ipem realiza nova verificação, devendo o equipamento apresentar valores correspondentes à quilometragem rodada dentro de uma tabela”.

Fonte: AEN

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