A ARQUIDIOCESE DE PORTO VELHO convida a todos (Padres, Paróquias, Pastorais, Movimentos e Serviços), para a COLETIVA COM A IMPRENSA por ocasião do lançamento oficial da Campanha da Fraternidade, nesta Quarta-Feira de Cinzas, dia 22 de fevereiro, às 9h, no Auditório do Centro de Pastoral, à Rua Carlos Gomes, 964.
A Igreja propõe como tema da Campanha deste ano: “A fraternidade e a Saúde Pública” e com o lema: Que a saúde se difunda sobre a terra (Eclo 38,8). Deseja assim, sensibilizar a todos sobre a dura realidade de irmãos e irmãs que não têm acesso à assistência de Saúde Pública condizente com suas necessidades e dignidade. É uma realidade que clama por ações transformadoras. A conversão pede que as estruturas de morte sejam transformadas
A CF celebrada na quaresma, intensifica o convite à conversão e contribui para que este processo ocorra e alargue o horizonte da vivência da fé, na medida em que traz, para a reflexão eclesial, temas de cunho social, portadores de sinais de morte, para suscitar ações transformadoras, segundo o Evangelho.
Desejamos a saúde integral. Há muito tempo, ela vem sendo considerada a principal preocupação e pauta reivindicatória da população brasileira, no campo das políticas públicas.
O SUS (Sistema Único de Saúde), inspirado em belos princípios como o da universalidade, cuja proposta é atender a todos, indiscriminadamente, deveria ser modelo para o mundo. No entanto, ele ainda não conseguiu ser implantado em sua totalidade e ainda não atende a contento, sobretudo os mais necessitados destes serviços.
Uma pesquisa divulgada no dia 12 de janeiro sobre a opinião popular a respeito da saúde pública mostra algo mais ou menos conhecido. A maioria dos brasileiros acha que o Sistema Único de Saúde (SUS) tem problemas e faz uma avaliação negativa dele, embora quem o use tenha mais simpatia. Mas o levantamento tem dados que expõem o tamanho do desafio político que é fazer do SUS aquilo que a Constituição planejou em qualidade e eficiência.
Apesar de desaprovar o sistema, a imensa maioria rejeita criar novas fontes de financiamento e até mesmo tirar dinheiro que já existe no orçamento público e está colocado em outras áreas, para direcioná-lo à saúde. Na opinião pública brasileira, há uma consolidada certeza de que combater a corrupção e o desperdício melhora o SUS.
A pesquisa foi feita pelo Ibope a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em setembro do ano passado, quando a votação, no Congresso, de projeto sobre gasto público em saúde trouxera de volta o debate sobre a criação ou não de novas fontes de recursos para o setor (Carta Maior).
Entendendo ser um anseio da população, especialmente da mais carente, um atendimento de saúde digno e de qualidade a Campanha da Fraternidade deste ano tem por objetivo refletir sobre a realidade da saúde no Brasil em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção aos enfermos e mobilizar por melhoria no sistema público de saúde.
A Campanha pretende ainda disseminar o conceito de bem viver e sensibilizar para a prática de hábitos de vida saudável; sensibilizar as pessoas para o serviço aos enfermos, o suprimento de suas necessidades e a integração na comunidade. Alertar para a importância da organização da pastoral da Saúde nas comunidades: criar onde não existe, fortalecer onde está incipiente e dinamizá-la onde ela já existe; difundir dados sobre a realidade da saúde no Brasil e seus desafios, como sua estreita relação com os aspectos socioculturais de nossa sociedade.
A Campanha pretende ainda despertar nas comunidades a discussão sobre a realidade da saúde pública, visando à defesa do SUS e a reivindicação do seu justo financiamento; qualificar a comunidade para acompanhar as ações da gestão pública e exigir a aplicação dos recursos públicos com transparência, especialmente na saúde.
Durante a Coletiva, que será presidida por Dom Moacyr Grechi, serão destacados os objetivos e as ações concretas de solidariedade da Campanha da Fraternidade- 2012. Serão destaques também nesta Coletiva, instituições e pessoas voltadas à Saúde Estadual e Municipal.
Contamos com sua participação!!!
Porto Velho, 15 de fevereiro de 2012.
Pe. Geraldo Siqueira de Almeida
Coordenador Arquidiocesano de Pastoral
Fonte: Assessoria
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