A Chapa 2, que tem como candidata a presidente do Sintero a professora Maria Rilmacy Leandro, foi registrada na última sexta-feira. A proposta é de mudanças.
O Sintero é um dos sindicatos mais importantes do Norte do País com mais de 20 mil filiados, mas apesar da sua força político-sindical não consegue reverter sua importância em favor da categoria.
No momento do registro da chapa estiveram presentes os diretores do SINDSAÚDE através do presidente Caio Marin e sua diretoria. No dia primeiro de novembro serão realizadas eleições para escolha da nova diretoria. A professora Rilmacy, que durante mais de 20 anos ministrou aula no Colégio Cláudio Manoel da Costa, no bairro Cidade do Lobo, em Porto Velho resolveu entrar na disputa, porque está cansada de lutar pela bandeira de um partido só, no caso o PT, que domina o Sintero.
Rilmacy disse que política é necessária na entidade, mas a sindical. Defender as cores de apenas um partido não traz resultados positivos para os membros do sindicato.
Ela defende a necessidade urgente de mudanças. A democracia somente é possível com a alternância no poder. “O Sintero não é de uma diretoria, mas dos sindicalizados”, explica. Os jovens, as pessoas que estão entrando na Educação estão sendo convocados pela professora Rilmacy. As eleições são a grande chance de mudanças, de melhoria de qualidade para a categoria.
Os mais novos não são tratados com dignidade pela diretoria do Sintero. Em grande parte porque são discriminados, pois os diretores não dão a eles direito a fala nas assembleias e reuniões. A formação de novas lideranças, com idéias e propósitos transparentes e viáveis são bandeiras da Chapa 2 Sintero Livre. O sindicato já foi exemplo na luta dos interesses dos profissionais em Educação, mas hoje a preocupação é com os problemas pessoais e do grupo dominante que está há mais de 22 anos no poder.
Em razão de alguns dos problemas citados, a professora Rimalcy resolveu disputar as eleições. “Temos condições de viabilizar nossas propostas como a luta por escolas decentes, salários dignos, categoria valorizada e educandos respeitados”.
As escolas só funcionam porque existem os alunos. O Sindicato deve acompanhar o trabalho dos profissionais e também as condições das escolas. “Muitas não têm uma bola, quadra decente e nem espaço para atividades físicas”, afirma a professora Rilmacy.
Os professores e demais profissionais do interior devem ser orientados na capital. Hoje eles não recebem o mínimo de atenção dos diretores do Sindicato. Rilmacy quer acabar com isso, porque o Sindicato tem que assistir os profissionais do interior.
A economia do Estado com a transposição dos servidores para os quadros da União é outro assunto destacado pela professora. Segundo ela, a Chapa 2 Sintero Livre quer a economia repassada em favor dos novos profissionais da Educação.
A educação é a mola que sustenta o mundo, por isso não pode o Sindicato da categoria ficar nas mãos de um mesmo grupo durante 22 anos.
Fonte: ASSESSORIA
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