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PROFESSOR PANTERA |
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Depois que muita gente nesse natal
Trocou o sentimento de jota cristo pelo velho da cocaleu
Eu vou acumulando energia
E o repente é meu quartel
Um milhão de palavras, quinhentas mil sextilhas de sentinelas
Todas preparadas pra defender a Literatura de Cordel.
Em 2011, enfrentei fortes batalhas
Tive vitórias, levei rasteiras
Em 2012, vou estar mais forte que refresco de fumo
Mais duro que tronco de aroeira
De alma lavada,enxaguada e passada no ferro de engomar
Pra travar uma forte cruzada contra as malditas tranqueiras.
Que nos livremos dos oportunistas
Além de tudo, são puxa sacos
Elogios pra lá...elogios pra cá...
Na realidade eles querem nos colocar no buraco
Desconfie de quem quer lhe vender facilidades
Com esse tipo de gente fiquemos velhacos.
Que saia de nosso caminho: o covarde
Sempre armado de incompetência
Praga da sociedade que nos rodeia.
Além de tudo traíra de pouca inteligência
Que sejamos virtuosos
E nos livremos dessa indecência.
Que nos livremos do covarde de plantão
Pulha da sociedade
Que só pensa em te dar rasteira
De manhã, de noite e de tarde...
Contra essa catrevagem
Que selecionemos nossas amizades.
Que esteja longe do nosso caminho
O canalha do pessimista imoral
Com seu papo derrotista
Desanima até cavalo de pau
Se ele aparecer
Previna-se desse espantalho de milharal.
Que nos livremos do aproveitador vigarista
Que pouco faz ou nunca faz nada
Porém, na hora de comer o bolo
É o primeiro a chegar na parada
Você é quem trava e ganha a batalha
E ele ainda diz que é o pivô da empreitada.
Que o Ricardão e a Ricardona estejam longe
Povo de natureza mesquinha
Que botam pontas na sua cabeça
Deixam ela enfeitadinha
Mexe com sua cucuruta
E deixam ela pertubadinha.
Descrevendo minha literatura
Vou tentando empurrar a grande roda da história
Quero vive-la intensamente
Não quero que digam depois que dela fui uma escória
A derrota pertence ao dicionário dos fracos
Porque pensam que toda batalha é inglória.
“Tudo na vida vale a pena
Quando a alma não é pequena”
De inveja eu sei que não vou morrer
Mas, provocarei a morte de mais de uma centena
Pela ignorância estão todos perdoados
Aqueles que atiraram pedras nos meus poemas.
O seu grau de conhecimento
É sua maior fortaleza
Se não leu, estude a arte da guerra
Este livro vai te ensinar a arte da defesa
Como avançar, e como recuar.
Que em 2012, os livros tomem conta de sua natureza.
Em 2012,
No meu lago não terá lugar pra traíra
“Muitos castelos já caíram
E o seu está na mira”.
Também morre quem atira!
Também morre quem atira!
Francisco Batista Pantera- Professor, jornalista, poeta e militante comunista.
Fonte: Francisco Pantera
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