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Jornalismo investigativo: crítica e reflexão com Paulo Ayres (03/05)

04/05/2012 - [10h:27m] - Artigos      Diminuir Aumentar

 

PUNIR QUEM JÁ TRABALHA NA PUNIÇÃO

Trabalhar no Hospital e Pronto Socorro João Paulo II já é uma punição. Além de conviver com o “desastre” de gestores incompetentes, a superlotação, e salários miseráveis, ainda tem que suportar o fedor e a podridão. Acontece que o amadorismo impera na administração estadual. Sem se preocupar antes com a base (os abnegados servidores), o Governo tem se preocupado apenas em entregar os hospitais públicos para as famigeradas organizações sociais, e fugir desta forma aos rigores da fiscalização e dos processos de licitação.

A greve dos trabalhadores da saúde é justíssima. Agora, o tal Governo da Cooperação quer punir quem trabalha, por seu desleixo e incompetência generalizada. Os servidores que se recusarem a fazer o atendimento de rotina responderão a inquérito administrativo e os casos pontuais serão levados ao Ministério Público. E quem será punido pela esculhambação na saúde?

ANALFABETISMO GOVERNAMENTAL

Se alguma autoridade de outro Estado for visitar,  a tal Secretaria de Estado de Assuntos Estratégicos, vai se deparar com um “predinho” improvisado e  a identificação do local com erros grotescos e inaceitáveis. Mistura-se, por exemplo, nomes com letras maiúsculas com minúsculas. O próprio nome do órgão foi pintado errado. Parece letreiro de boteco da periferia. Pena, vergonha e decepção. A administração estadual se encontra repleta de amadores, incompetentes e improvisadores (salvo raríssimas exceções).

CORRUPÇÃO DEBAIXO DO TAPETE

A Polícia Federal constatou efetivamente corrupção ativa e passiva no Governo da Cooperação. Mas o foco foi direcionado para a Assembleia Legislativa por envolver o seu então presidente. Mas, que providências concretas a administração estadual adotou após a Ação Araponga da Casa Militar?

BRINCANDO DE SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO

O chefe do Executivo parece ter mesmo dedo podre para cargos estratégicos (saúde, educação e segurança). Na Secretaria Estadual de Educação trocou um técnico de gabinete por um improviso, personagem totalmente divorciado do setor e sequer vocacionado para ser gestor. Na Seduc o cenário é lamentável e um grupinho ligado afetivamente ao titular, é que brinca de comandar este importante organismo.

Dizem por aí, que o secretário não tem “bagagem”, e é um assessor que prepara seus discursos. Os despachos também são produzidos por outro assessor. Dizem ainda, que o secretário tem o comportamento retraído como autodefesa e se alguém questionar, muda e fica “emburrado”. A incompetência é tão gritante que após quatro décadas de realização ininterrupta, o Joer não foi realizado ano passado. Uma vergonha. Pede para sair, que não vai fazer falta.

MAIS “BURRICE”

Os “intelectuais” responsáveis pela publicidade oficial de órgãos públicos, erram constantemente ao editarem por exemplo: Esta é uma realização da Prefeitura de Porto Velho e da Secretaria Municipal de Saúde.  A secretaria é um órgão da Prefeitura. Não se trata portanto de órgãos distintos.

TRAGÉDIA ANUNCIADA: ÔNIBUS DAS USINAS

O grave acidente envolvendo um ônibus responsável pelo transporte de trabalhadores das usinas do Rio Madeira, no último final de semana, é apenas mais uma ocorrência que demonstra o caos no trânsito de Porto Velho. Constata-se diariamente os ônibus desta locadora de veículos promovendo todo tipo de “loucura”, arruaça, desrespeitando as normas e colocando em risco quem estiver nas proximidades. A principal transgressão é transitar em alta velocidade e desrespeitar a sinalização.

Como o prefeito Roberto Sobrinho (mantém negócios com o consórcio responsável pelas usinas, pois a sua empresa é prestadora de serviços, disponibilizando caminhões e caçambas), ele fica sem moral para determinar a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes, proceder a um monitoramento mais rigoroso destes ônibus.

O DESRESPEITO DO PONTO FACULTATIVO

Virou moda decretar-se em Rondônia o tal ponto facultativo em dias que antecedem ou são posteriores aos dias de feriados. O seriado de feriado prolongado no serviço público virou uma farra. A medida atinge todos os poderes. Os gestores se esquecem que o patrão (o povo) almeja um serviço público atuante e permanente. Chega de ponto facultativo, isto é uma vergonha.

CPI DAS COMPENSAÇÕES DAS USINAS

Eu defendo esta proposta

 

Paulo Ayres: Jornalista (34 anos de profissão), Radialista, Professor, Tecnólogo em Gestão de Recursos Humanos, e Técnico Legislativo. Celular: 8116.9750 / email: pauloayres_jornalista@hotmail.com

 

Fonte: Paulo Ayres

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