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Mascarar a miséria com políticas de consumismo é uma irresponsabilidade para a economia do Brasil - Por: João Serra Cipriano

05/06/2012 - [12h:28m] - Artigos      Diminuir Aumentar

 

As empresas e os entes federados (Estados e Municípios) já sentem com força os reflexos da crise internacional e agora nacional, com a queda brusca nas receitas diretas, causando preocupações sérias para esse segundo semestre de 2012.
 
Os relatórios publicados dão conta que o Brasil já tem 14 milhões de consumidores extremamente endividados, sem quaisquer condições de honrar com os seus compromissos financeiros. (São pessoas induzidas no governo Lula-PT à consumir carros, imóveis, eletrodomésticos e outros bens de consumo, além das suas reais capacidades de ganhos salariais).  Segundo os economistas sérios, o que houve nos dois governos anteriores, foi o mascaramento da miséria e pobreza, classificando trabalhadores com ganhos de até (R$ 1.200,00) reais, como sendo pessoas de classe média e facilitando créditos em até 100 meses para bens de consumo e até 30 anos para imóveis. 
 
O certo é que através de uma mídia governamental irresponsável, sob a batuta das grandes financeiras e bancos, levaram uma massa de assalariados a comprar, sem levar em conta a inflação futura e as perdas salariais recorrentes, já que os reajustes de água, energia, combustível, IPTU, IPVA, educação e saúde,  sempre superam os ganhos reais das pessoas, e com isso, comprometendo suas reais capacidades de cumprirem compromissos em longo prazo. 
 
A bolha da irresponsabilidade social do crédito fácil, com os juros de até 220% ao ano diluído em parcelas longas, o mascaramento da pobreza com o consumismo induzido pelo governo federal aponta com 14 milhões de brasileiros endividados e 12% dos compradores de casas e apartamentos sendo inscritos no CADIM ou SERASA por não conseguir pagar as suas prestações. Iguais situações estão às pessoas que adquiriram veículos em prestações de até 100 meses, cujos juros embutidos, repito, superam as suas atuais capacidades de quitação de suas contas. 
 
Já 50% dos municípios brasileiros, apontam ou sinalizam que a partir de Agosto, caso continuem as perdas de suas receitas, não terão como pagar os salários dos seus servidores  e muito menos, poderão cumprir os pisos nacionais de algumas categorias, com destaque as dos professores locais. O agravamento é tão sério, que prefeitos do Estado do Paraná já falam em lacrar as portas da prefeitura e entregar para o governador ou presidenta, pois os repasses e receitas não dão para honrar os salários dos servidores, muito menos, cumprir com obrigações constitucionais de saúde, educação e manutenção da maquina administrativa de luz, água e atendimento ao público em suas cidades. 
 
O alerta serve para que aqueles Estados e municípios que ainda dão conta de suas obrigações e estão com sobras financeiras, passem a racionalizar gastos, rever contratos futuros, melhorar as suas fiscalizações e fechar as torneiras dos desperdícios. Quem quiser sair desta tempestade econômica globalizada, com reflexos já no Brasil, terá que impor um choque de gestão na condução da maquina administrativa, chamar todas as classes de servidores para um pacto temporário, dando no mínimo garantias dos salários pagos em dia, caso contrario, assistiremos greves generalizadas e gestores públicos sem como achar lá na frente uma saída honrosa da crise. 
 
Aqui na iniciativa privada os industriais e empresários já começaram a fazer os seus ajustes, dentro da nova realidade de faturamento, cortando gastos, aprimorando as suas vendas, contando com ajuda dos governos com redução da carga tributaria e em alguns casos extremos, infelizmente mandando trabalhadores para a rua, literalmente. 
 
A saída é o governo federal aliviar ainda mais a carga tributária, melhorar os seus gastos, cortar desperdícios e a corrupção, para sobrar dinheiro novo em investimentos, em infraestruturas sociais, buscando parcerias  éticas com os Estados e municípios, gerando um novo ciclo de obras, com eficiência e objetividade, punindo com rigor os aliados corruptos. 
 
O Brasil gasta muito com o pagamento da sua divida interna, que nos últimos 9 anos, pulou de 50 bilhões para 1,9 trilhões de reais. O governo Lula e Dilma costumam bater no peito que pagaram a divida externa do Brasil, mas omitem que hoje, a crescente miséria interna, caos na saúde, educação e transportes urbanos estão ligados a péssima gestão da divida interna. O monstro hoje do Brasil é a irresponsabilidade gerada na era PT da divida local, que passa de 1 trilhão de dólares americano. 
 
A Europa grita por uma saída da sua crise, que já compromete em algumas regiões até 30% dos empregos e cria um clima de instabilidade social sem precedentes, dando um alerta, ao fim dos discursos fáceis das lideranças políticas brasileiras e chamando a todo, para um pacto nacional. 
 
O Brasil pode sim, romper o atual momento de crise econômica com louvor, desde que, os governantes brasileiros assumam uma nova postura de respeito ao erário e compromissos com o Brasil e não com as suas podres e corruptas cúpulas partidárias. 
 
Na Europa a crise apresentou-se com enormes manifestos sociais e aqui no Brasil sinaliza com a crescente onda de criminalidade, caos no sistema carcerário e milhares de brasileiros de volta as ruas e praças, mendigando, vendendo drogas e praticando furtos. Brincaram de governar e a conta do populismo com o consumismo e traduzida em três milhões de mendigos de rua no Brasil, sem qualquer assistência social do tal “Brasil sem miséria”. 
 
Jornalista: João Serra Cipriano - Email: ciprianoserra@yahoo.com.br
(61) - 8171-7217 - (69) - 8114 2101

Fonte: João Serra Cipriano

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