Delson Xavier, presidente da Adunir, afirma que os acadêmicos são o diferencial
Mesmo tendo durado 80 dias, a greve dos professores da Universidade Federal de Rondônia (Unir) não prejudica os acadêmicos nem compromete o ano letivo. É o que assegura o presidente da Adunir (Associação de Docentes da Universidade Federal de Rondônia), advogado e professor-mestre universitário Delson Fernando Barcellos Xavier.
Segundo ele, foi aprovado um calendário acadêmico colocando todas as atividades acadêmicas em dias. “Não há nenhum prejuízo, com o novo calendário acadêmico. Esse tempo de greve será computado e registrado normalmente”, explica
Na avaliação das realizações do ano de 2011, Delson Fernando diz que o ano foi positivo para o docente. “A greve mostrou para a sociedade os problemas da universidade, da gestão e a Unir passou a ser uma referência. Para se ter idéia, temos hoje 16 instituições federais com problemas de corrupção e má gestão, a Unir é uma delas”.
Para o professor, a greve não foi um tropeço, mas um momento importante para a universidade. “O comando de greve conseguiu acertar, teve um desempenho excepcional na condução das atividades paredistas. Agora a universidade tenta superar esse momento e avançar. Não se pode questionar o sucesso do comando de greve, que foi muito competente, foi vitorioso”.
Delson Fernando destaca também o comprometimento dos alunos da Unir. Ele afirma que a participação dos docentes, bem como a do corpo técnico, foi preponderante para o sucesso que se alcançou. “O desempenho e o comprometimento dos alunos foi o diferencial. E é assim também quando se avalia os cursos da Unir, mesmo diante das dificuldades, nossos estudantes conseguem estar entre os melhores”.
Selo OAB Recomenda - A distinção do curso de Direito da Universidade Federal de Rondônia com o Selo OAB Recomenda demonstra que, apesar das dificuldades estruturais, os docentes da Unir desempenham seu papel, contribuindo para a formação de uma massa crítica na região amazônica. Sob a ótica do presidente da Associação dos Docentes da Unir (Adunir), Delson Fernando, ao fazer uma avaliação da atuação e das lutas da entidade em 2011 e do anúncio feito pelo presidente Nacional da OAB, Ophir Cavalcante, durante a Conferência Nacional dos Advogados, em Curitiba, de que o curso de Direito da Unir será distinguido com o Selo de Qualidade OAB Recomenda. “O Selo OAB Recomenda coloca a Unir entre as melhores universidades brasileiras e isso tem muito haver com a atuação de seu corpo docente e com o nível de seus acadêmicos que conseguimos captar com o nosso processo seletivo”, observa.
No que se refere ao nível de qualidade e aproveitamento de conteúdo dos estudantes da Unir, em comparação aos acadêmicos de outras faculdades, Delson Fernando assegura que o grande diferencial está no processo seletivo. “A seleção é fator significativo. O grau de dificuldade para ingresso na universidade é muito alto, o aluno tem que estar muito bem preparado. No que se refere ao aproveitamento e desenvolvimento do aluno, o professor da Unir tem maior liberdade para exigir dos acadêmicos, logo ele precisa estudar mais”, reitera.
Além do trabalho e dos estudos, de acordo com o presidente da Adunir, os acadêmicos são orientados sobre a importância da leitura e da produção científica, devido à competição acirrada no mercado.
2012
Para o próximo ano, a perspectiva para o docente é de muito trabalho. Segundo Delson Fernando, a atual administração da Unir tenta colocar a casa em ordem para que o próximo reitorado possa desenvolver um projeto de futuro para uma universidade planejada, para que tenha um fator de destaque. “Tudo aquilo que não conseguimos fazer, a nova gestão terá condições de implementar, de modo que sejam corrigidas as deficiências estruturais, até porque, o MEC já sinalizou tratamento diferenciado em função dos problemas”. Sobre a antiga reitoria, Delson afirma categoricamente que “a gestão Januário é uma pagina virada na história da universidade”.
Voto paritário -A presidência da Adunir é absolutamente favorável ao voto paritário. Na opinião do presidente, o voto materializa o princípio republicano, para que cada cidadão tenha direito a um voto. “Isso é muito importante, abre a possibilidade de uma democracia efetiva e mais ampla na escolha dos gestores da universidade. Somos favoráveis, inclusive, que o voto paritário seja usado para preencher todos os cargos da universidade”.
Hoje o peso do voto do professor é de 75%, do técnico 15% e do aluno 15%. Com o voto paritário, todos têm peso de 33%, “mas, penso que esse processo de modificação deve passar por um debate prévio entre o segmento dos técnicos e dos docentes”.
Fonte: Assessoria Adunir
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