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Sergio Pires

SÉRGIO PIRES é jornalista. Iniciou sua carreira no RS no início dos anos 70 e está em Rondônia há 15 anos. Em 2012, completa 40 anos de profissão, sempre atuando na área do jornalismo.
email: ibanezpvh@yahoo.com.br

 

O importante é não fazer feio nas fotos e nas imagens da TV

21/10/2011 - [12h:46m] - Política      Diminuir Aumentar

Na tarde deste sábado, Rondônia vai se unir a várias outras cidades brasileiras, que têm realizado protestos e marchas em defesa da vida e contra a violência. A iniciativa é do Ministério Público, com apoio da OAB e várias outras instituições. Está prevista para começar às 4 da tarde, no centro da Capital. É mais uma tentativa da sociedade demonstrar sua indignação com os índices terríveis de violência a que todos nós, brasileiros, somos submetidos. Não traz nada de prático, mas ao menos serve para dar um recado às autoridades: pelo amor de Deus, façam alguma coisa. E porque nada traz em termos práticos? Porque na essência de tudo, na base, está a legislação brasileira, produzida a partir de políticas demagógicas, orientadas, quase sempre, contra os interesses maiores da sociedade, preservando a proteção dos direitos dos criminosos, em detrimento de suas vítimas. As pessoas de bem vão se mobilizar, acenar lenços brancos, aparecer nos noticiários de jornais e sites e abanar para as emissoras de TV que cobrirão o evento. Só.

 
 
  Para que alguma dessas marchas tivesse qualquer efeito, duas coisas vitais teriam que acontecer. Primeiro, combinar com os bandidões, protegidos por uma muralha legal para ficarem sempre impunes, para que eles tenham um pouco de respeito pela vida dos outros e não continuem nos brutalizando. A outra, eleger políticos decentes, comprometidos com a população abandonada e jogada nas mãos de criminosos, para que criem leis duras contra o banditismo e a violência gratuita. Como as duas coisas são impossíveis, nesse país do faz de conta, a questão central dos participantes da marcha será: como devo ir vestido para não fazer feio nas fotos e nas imagens das TVs?
 
BOMBARDEIO
 
O clima de beligerância política está esquentando. Políticos têm usado até amigos seus, na mídia, para mandar recados aos adversários. O bombardeio vai e volta, mas ainda só se houve o barulho do estrondo a distância. Quanto mais chegar perto o período eleitoral, mais se ouvirá o som dos canhões. Essa campanha de 2012 não será de alto nível. Muito antes pelo contrário.
 
COMEÇA NA BASE
 
A batalha pelo poder nos municípios é e será duríssima. Atuais prefeitos que são candidatos à reeleição já estão sob a alça de mira dos adversários políticos. E os novatos chegam com sede ao pote. Por trás de tudo, está o fortalecimento de partidos e candidaturas para a disputa em 2014. A campanha ao governo começa, na verdade, é nas prefeituras.
 
VÊM MAIS...
 
Confúcio Moura, Ivo Cassol, Expedito Júnior: esse três nomes já estão certos de que vão às urnas disputar o governo daqui a pouco menos de três anos. Pode aparecer ainda Valter Araújo. Mas vem muito mais por aí...
 
IMPRESSIONADO
 
História contada aqui nessa coluna, sobre a tragédia que se abateu sobre a família de dona Elesseris Martins, de Seringueiras, chegou ao conhecimento do secretário de segurança do Estado, Marcelo Bessa. Ele teria ficado impressionado com o caso e vai mandar levantar toda a situação. Pelo menos os bandidos que destroçaram a família de dona Elesseris podem acabar nas mãos da Justiça. Porque até agora, todos estão leves, livres e soltos.
 
REPERCUSSÃO
 
O assunto repercutiu também não só em sites do Estado como na imprensa escrita e na TV. O comentarista Léo Ladeia, da TV Candelária/Rede Record, abordou o tema e exigiu que as autoridades competentes tomem providências para fazer Justiça à família que foi destruída por bandidos. Também cobrou posicionamento da OAB e de comissões de direitos humanos.
 
INTERE$$E$
 
Há tanto$ intere$$e$ envolvido$, tanta coi$a em jogo, que a questão da terceirização da $aúde pública não $erá resolvida pacificamente. Ninguém quer perder um $ó to$tão e a mescla de $serviço público com iniciativa privada pode fechar muito$ cofre$ que hoje e$tão abarrotado$. O interesse da comunidade não tem peso algum. Deu pra entender?
 
CAMINHO SEM VOLTA?
 
Fechada em si mesma, sem dialogar, querendo impor um modelo que já se considera ultrapassado, sem envolver-se e nem ouvir os reclames das comunidades, a Caerd tende a sofrer perdas irreversíveis, daqui para a frente. Já está tendo e terá muito mais. A estatal está distante da realidade rondoniense e perdida em questões secundárias. Longe de tudo e de todos. Por tudo isso, está sendo bombardeada na mídia e pelos políticos.
 
VAI LONGE!
 
A greve dos Correios já terminou há alguns dias, mas a normalização na entrega das correspondências está longe de acontecer. Em vários bairros das cidades, inclusive na área central, ninguém recebeu até sequer as contas que deve pagar, vencidas no início de na primeira quinze do mês. O problema, ao que tudo indica, ainda vai se arrastar por algum tempo.
 
PERGUNTINHA
 
Com a presidente Dilma Rousseff comandando pessoalmente a preparação para a Copa de 2014, agora vai?

Fonte: Sergio Pires

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