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Si Hay Samba, Soy Contra - Por Ariel Argobe (*)

26/01/2012 - [12h:03m] - Artigos      Diminuir Aumentar

 

Terça-feira, 24, aconteceu a escolha da rainha do carnaval 2012 de Porto Velho. O evento, realizado na Praça da EFMM, organizado pela Fundação Iaripuna, contou com a presença de autoridades, imprensa e um grande público, reunindo sambistas e foliões.

Sagrou-se rainha do carnaval de Porto Velho 2012, a beldade Jaqueline Dalio da Silva, que não representava nenhuma escola, mas sim, o Bairro Cuniã. Também foram eleitas Suzanni Talielli de Castro Esteves, primeira princesa, representante da Rádio Farol, e Juliana Carolina Nascimento Oliveira, segunda princesa e representante da escola Os Diplomatas do Samba, a mais antiga agremiação carnavalesca da região.

Não enviaram suas representantes e, menos ainda, não prestigiaram o evento, as GRES São João Batista e a Asfaltão.

Cabe aqui contar ao público amante do samba, uma historinha de bastidores que aconteceu nos dias próximos ao evento.

Semana passada, ao percorrer os corredores e salas da Iaripuna, resolvendo o repasse financeiro do carnaval, me deparei com Leninha Bastos, Diretora da Divisão de Artes da Fundação, responsável pela coordenação do evento, aflita e insatisfeita, alterando, segundo ela, mais uma vez, o regulamento do concurso, em razão das observações e não concordância da Diretoria do Tigre. “Não podia participar candidatas do interior, não podiam a altura e o peso mínimos estabelecidos, não podia nem assim e nem assado”.

Resumo da ópera: a escola de samba que mais alterou o regulamento não só deixou de enviar sua candidata e, o que é pior – no meu entendimento para quem gosta de samba e faz carnaval – se quer foi prestigiar o concurso.

Isto me lembra uma velha máxima, já eternizada, da cultura latino-americana: ‘Si hay gobierno, soy contra!’. Neste caso, é possível fazer uma adaptação para realidade local: ‘si hay samba, soy contra!’

O ano passado, a escola ‘do contra’ tirou o título de campeã da vermelha e branca Os Diplomatas, com uma manobra de bastidores, durante a realização de uma assembléia da FESEC. A diretoria da campeã recorreu e recuperou na justiça o título surrupiado. Detalhe sórdido da história: a Asfaltão tirou o título da campeã, mas também não queria para ela. Acho que era só para atrapalhar um pouco.

Vejam só: A agremiação fez mudar inúmeras vezes o regulamento do concurso, porém, não envia sua representante – sabemos que não era obrigatório - e nem vai prestigiar o certame. Acho que a peleja contra o regulamento era só para esquentar o clima. Em outras palavras: só para atrapalhar mais um pouquinho. Será que este Tigre gosta mesmo de carnaval?!

(*) O autor é presidente da FESEC

Fonte: Ariel Argobe

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